A notícia e o que está por trás
Economia

Desenrola 3.0 prevê comprar dívidas com desconto de 90%

Programa pretende alcançar R$ 150 bilhões em débitos de famílias e prevê leilão de carteiras de crédito em novembro deste ano.

Desenrola 3.0 prevê comprar dívidas com desconto de 90%

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Desenrola 3.0 com a meta de retirar R$ 150 bilhões em dívidas das famílias brasileiras. A proposta prevê que a União compre, com desconto elevado, débitos de instituições financeiras credoras e repasse o valor obtido na operação às famílias.

A expectativa apresentada pelo governo é adquirir essas carteiras com deságio de 90%. Com isso, o custo estimado para a União seria de R$ 15 bilhões. O leilão de compra das carteiras de crédito está previsto para novembro deste ano e poderá ser conduzido pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal.

Quais dívidas poderão entrar

Serão elegíveis dívidas de cartão de crédito rotativo e parcelado, além de crédito pessoal sem consignação em folha. Os débitos deverão ter atraso de 2 a 4,5 anos e valor de até R$ 10 mil, conforme afirmou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

O governo estima em R$ 300 bilhões o saldo total desse conjunto de dívidas. A expectativa, porém, é alcançar 50% dos débitos elegíveis, o equivalente à meta de R$ 150 bilhões. A apresentação oficial define como objetivo a aquisição e a reestruturação de dívidas de pessoas físicas com instituições financeiras, para reduzir o comprometimento da renda e conter o superendividamento.

“Estamos propondo nessa nova modalidade do programa (Desenrola) que o Estado entre comprando essas dívidas”, disse Moretti. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia antecipado a terceira edição do programa.

O lançamento ocorreu menos de um mês depois do encerramento da segunda versão do Desenrola. Na edição anterior, entraram dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal com atraso de 90 dias a 2 anos. A renegociação era feita diretamente entre devedores e instituições financeiras, com regras de desconto mínimo. Em setembro, cerca de 30% das operações renegociadas por meio de novo parcelamento já tinham parcelas em aberto.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.