A União deixará de arrecadar cerca de R$ 800 milhões por mês caso o governo de Luiz Inácio Lula da Silva encerre as operações das plataformas de apostas on-line. O anúncio deve ser feito nesta sexta-feira.
De janeiro a agosto de 2026, a arrecadação acumulada com as bets chegou a R$ 6,3 bilhões. Desde o início do mercado regulado, em janeiro do ano passado, o total arrecadado alcançou R$ 15,3 bilhões.
Os valores incluem impostos cobrados das empresas que exploram apostas de quota fixa. Entre os tributos estão Imposto de Renda, IOF, Cofins, Pis/Pasep, CSLL, Cide e Contribuição Previdenciária.
Regras e arrecadação do setor
A regulamentação estabelecida em 2023 determinou inicialmente uma cobrança de 12% sobre a receita bruta das empresas, conhecida como Gross Gaming Revenue (GGR), com distribuição dos recursos para setores específicos. Uma lei aprovada no ano passado elevou essa cobrança para 15% em 2028, com aumento de 1 ponto por ano em 2026 e 2027.
As empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda também pagaram R$ 30 milhões de outorga para operar durante cinco anos. Até o primeiro semestre deste ano, havia 84 bets licenciadas no Brasil, responsáveis por 193 marcas ativas.
Essas companhias registraram receita bruta de R$ 20,28 bilhões nos primeiros seis meses do ano, alta de 6,2% ante os R$ 19,09 bilhões contabilizados no mesmo período do ano passado. Em 2025, o GGR totalizou R$ 40,69 bilhões.
O GGR corresponde ao valor que permanece com a empresa depois do pagamento dos prêmios aos apostadores. No primeiro semestre de 2026, R$ 2,49 bilhões foram destinados obrigatoriamente a políticas públicas. Desse montante, R$ 870,15 milhões foram para Esporte, R$ 677,52 milhões para Turismo, R$ 329,08 milhões para Segurança Pública e R$ 493,84 milhões, de forma combinada, para Seguridade Social e Educação, entre outras áreas.



