GENEBRA — Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram nesta sexta-feira (25), na Organização Mundial do Comércio (OMC), para tratar das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. O encontro ocorreu sem expectativa de avanços significativos por parte do Brasil.
As sobretaxas atingem uma série de produtos exportados. Parte deles está sujeita a uma tarifa adicional de 25%, conforme a legislação dos Estados Unidos. Outros produtos receberam acréscimo de 12,5% por terem sido classificados como resultantes de trabalho forçado, segundo uma investigação norte-americana.
Prazo e próximos passos
O Brasil solicitou a consulta na OMC em 27 de julho, e os Estados Unidos aceitaram o pedido em 6 de agosto. A etapa de consultas tem duração de 60 dias, conforme o rito de solução de controvérsias da organização.
Se não houver uma solução considerada satisfatória ao fim desse período, o Brasil poderá pedir a abertura de um painel para analisar o caso. Depois de sua criação, o procedimento prevê 45 dias para a nomeação dos árbitros. O painel deverá apresentar um relatório às partes aproximadamente 6 meses após sua composição. Em casos mais complexos, o prazo pode chegar a 9 meses.
A reunião foi realizada dois dias antes do encontro de ministros de Comércio do G20, em Milwaukee, no Wisconsin. O ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, viajará para o evento na noite de segunda-feira.



