A possibilidade de restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos ganhou o apoio de Donald Trump, mas ainda enfrenta divergências dentro do governo e oposição da indústria petrolífera. O plano prevê interromper as vendas ao exterior por 90 dias para tentar reduzir o preço do combustível no mercado americano.
Trump declarou ontem que apoiaria a iniciativa, apresentada como resposta a pressões político-eleitoreiras. Senadores que disputarão as eleições de meio de mandato, em novembro, também defendem o veto. O argumento do grupo é que a redução das exportações faria o preço do diesel cair no país.
Impacto sobre o Brasil
Se for adotada, a medida poderá atingir o Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome. O alcance da eventual restrição dependerá do formato definido pelo governo americano e da forma como a proibição será aplicada.
O processo legal para impedir as vendas ao mercado externo ainda está em elaboração. Por isso, a suspensão não foi formalizada e não há consenso sobre sua adoção.
Uma interrupção desse tipo representaria a primeira restrição às exportações desde 2015, quando uma proibição de décadas sobre as vendas externas de petróleo foi suspensa. A proposta em discussão, porém, trata especificamente do diesel e teria duração prevista de 90 dias.



