O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central elevou de 4,90% para 4,92% a mediana das projeções para o IPCA de 2026. A estimativa ficou acima do teto da meta de inflação. Para os anos seguintes, o mercado manteve as previsões em 4,30% para 2027, 3,80% para 2028 e 3,50% para 2029. A projeção suavizada do IPCA em 12 meses caiu de 4,65% para 4,62%.
A previsão para a Selic no fim de 2026 passou de 13,75% para 13,50%, enquanto o dólar projetado para o encerramento do mesmo ano permaneceu em R$ 5,20 pela 14ª semana consecutiva.
No mercado à vista, o dólar opera em baixa na manhã desta segunda-feira, 21. A movimentação ocorre enquanto recuam o petróleo, os rendimentos dos Treasuries e a moeda americana em relação a algumas moedas emergentes ligadas a commodities. As bolsas dos Estados Unidos e da Europa sobem diante da expectativa pelo encontro, nesta semana, em Washington, entre Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China.
Pesquisas eleitorais no radar
Investidores também avaliam a pesquisa BTG/Nexus, divulgada antes da Quaest, prevista para as 10h. No segundo turno, o levantamento aponta Lula com 46% e Flávio com 45%. Na rodada anterior, os percentuais eram 47% e 46%.
A pesquisa também mostra redução da vantagem numérica de Lula sobre Augusto Cury, para 44% a 43%, e empate com Caiado, em 45% a 45%.
Nos Estados Unidos, Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, afirmou que apoia cortes de juros apenas com evidências de que a inflação caminha para a meta de 2%. Ele disse ainda que, neste momento, o Federal Reserve enfrenta mais um problema de inflação do que de emprego.
A Assembleia Geral da ONU reúne líderes globais nesta semana para discutir guerras, tensões geopolíticas, avanço da inteligência artificial sem controles, mudanças climáticas e inflação. Entre os temas previstos estão os conflitos no Irã, Gaza, Ucrânia, Sudão, Congo e Mianmar, além de desigualdade, cadeias de suprimentos, custo de vida e desaceleração global.


