A mediana das projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, conforme o relatório Focus, do Banco Central. O número está 0,51 ponto porcentual acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%.
Entre as 41 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, grupo considerado mais sensível a novidades, a mediana recuou de 5,08% para 5,07%.
Para 2027, a projeção intermediária caiu de 4,31% para 4,30%. Um mês antes, estava em 4,29%. No recorte das 41 estimativas recentes, a previsão permaneceu em 4,30%.
As expectativas para 2028 ficaram em 3,80% pela décima semana consecutiva. Para 2029, houve alta de 3,50% para 3,51%, após estabilidade durante 56 semanas.
O Banco Central projeta avanço de 5,2% do IPCA em 2026 e de 3,9% em 2027. As estimativas foram apresentadas no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, o colegiado prevê inflação acumulada de 3,2% em 12 meses.
Desde 2025, a meta de inflação é contínua e considera o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Se a inflação permanecer fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central considera que perdeu o alvo.



