O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, depois de recuar 0,40% em agosto. O resultado ficou acima da expectativa de analistas, de 0,53%. No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,82%; em 12 meses, o avanço chegou a 4,47%, contra 4,24% até agosto.
O indicador mede a variação dos preços entre a segunda metade de um mês e a primeira metade do mês seguinte. Em setembro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram aumento.
Habitação foi o grupo que mais pressionou o índice, com alta de 2,07% e contribuição de 0,31 ponto percentual para o resultado geral. Dentro dele, a energia elétrica residencial subiu 7,42%, depois de ter recuado 6,25% no mês anterior.
Energia e demais grupos
A redução observada em agosto havia sido influenciada pelo Bônus de Itaipu, que diminuiu temporariamente as faturas. Com o fim do desconto, esse alívio deixou de ocorrer. A bandeira amarela permaneceu em vigor, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em razão do cenário de chuvas e das condições dos reservatórios.
Transportes avançou 0,60%, com destaque para as passagens aéreas, que ficaram 9,82% mais caras. A gasolina subiu 0,30%, enquanto o diesel caiu 0,78% e o etanol, 0,22%.
Despesas pessoais teve alta de 0,96%, influenciada pelo aumento de 14% nos cigarros. Alimentação e bebidas avançou 0,40%, com elevações de 20,76% no tomate, 2,39% no arroz e 1,30% nas carnes. Feijão-carioca, cebola e café moído registraram queda.
Artigos de residência subiu 0,55%; comunicação, 0,54%; vestuário, 0,41%; e saúde e cuidados pessoais, 0,13%. Educação teve a menor variação entre os grupos, de 0,03%.


