O IPCA-15 avançou 0,70% em setembro, após registrar deflação de 0,40% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior pressão veio do grupo Habitação, que subiu 2,07% e teve impacto de 0,31 ponto porcentual no resultado geral.
A energia elétrica residencial foi o principal destaque do mês. O item teve alta de 7,42%, depois de cair 6,25% em agosto, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. A energia respondeu sozinha por impacto de 0,29 ponto porcentual no índice.
O IBGE também registrou a manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em Fortaleza, houve redução tarifária vigente desde 26 de agosto, relacionada à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No gás encanado, a alta foi de 0,92%, influenciada por reajustes aplicados a partir de 1º de agosto em Curitiba e no Rio de Janeiro. Água e esgoto subiram 0,03%, resultado que incorporou aumento tarifário em Salvador a partir de 20 de julho.
Transportes e alimentação
Transportes teve alta de 0,60% e impacto de 0,12 ponto porcentual. As passagens aéreas subiram 9,82% em relação ao mês anterior. Entre os combustíveis, que avançaram 0,22%, houve aumento no gás veicular, de 1,56%, e na gasolina, de 0,30%. O óleo diesel caiu 0,78%, e o etanol, 0,22%.
Alimentação e Bebidas subiu 0,40%, com a retomada da alimentação no domicílio, que passou de queda de 0,97% em agosto para alta de 0,38% em setembro. Tomate, arroz e carnes tiveram altas de 20,76%, 2,39% e 1,30%, respectivamente. Feijão carioca, cebola e café moído recuaram 6,33%, 4,41% e 1,36%.
Entre os demais grupos, as variações ficaram entre 0,03% em Educação e 0,96% em Despesas Pessoais. Nesse último grupo, o cigarro subiu 14,00% após reajuste aplicado a partir de 1º de agosto.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,82%; em 12 meses, o avanço é de 4,47%. O IBGE coletou os preços entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026 e os comparou com os valores vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2026. O indicador abrange famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos e regiões metropolitanas, além de Brasília e do município de Goiânia.


