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Economia

iPhone Duo exige até 13 meses de salário mínimo para ser comprado

Modelo dobrável da Apple custa R$ 21.999 no Brasil e requer 2.984 horas de trabalho de quem recebe o piso nacional.

iPhone Duo exige até 13 meses de salário mínimo para ser comprado

O iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, chega ao Brasil por R$ 21.999 na versão de entrada, com 256 GB de armazenamento. O preço é o mais alto já anunciado pela empresa para um iPhone e corresponde a mais de um ano de trabalho de quem recebe o salário mínimo.

A Apple anunciou o aparelho nessa quarta-feira (9). Considerando o piso nacional de R$ 1.621 por mês e uma jornada de 220 horas mensais, o valor da hora trabalhada fica em R$ 7,37. Para alcançar o preço do telefone, seriam necessárias 2.984 horas de trabalho, equivalentes a 373 dias de oito horas. Isso representa cerca de 13 meses e 17 dias de salário integral, sem qualquer gasto com outras necessidades.

Comparação com a renda média

Com a renda média do trabalhador brasileiro, de R$ 3.738 por mês no segundo trimestre deste ano, o tempo necessário diminui, mas continua elevado. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nessa faixa de renda, o valor da hora chega a R$ 16,99 pela mesma referência de 220 horas mensais. A compra exigiria aproximadamente 1.295 horas, ou 162 dias de trabalho de oito horas. Em salários integrais, seriam cerca de 5 meses e 27 dias destinados exclusivamente ao aparelho.

A comparação considera o preço de tabela cobrado pela Apple no site oficial, com pagamento à vista. No mercado brasileiro, porém, celulares desse valor costumam ser parcelados em até 12 vezes sem juros, inclusive na loja da própria empresa. Também pode haver desconto de cerca de 10% para pagamentos à vista.

O custo aumenta quando o consumidor não paga a fatura integral do cartão. A taxa média do crédito rotativo no Brasil já passou de 430% ao ano em 2026, conforme dados do Banco Central. O parcelamento da fatura em atraso, embora menos caro que o rotativo, ainda registra taxa média acima de 200% ao ano.

Trocas e financiamento

Bancos oferecem alternativas de prazo mais longo. O programa “iPhone pra Sempre”, do Itaú, e opções semelhantes podem estender o parcelamento sem juros para até 21 vezes. Ao final, contudo, há um pagamento residual equivalente a cerca de 30% do preço do aparelho se o cliente quiser ficar com ele.

A Apple não mantém no Brasil um programa oficial de troca com desconto, como o Trade In existente em mercados como Estados Unidos e Europa. Essa função é desempenhada por revendedores autorizados e operadoras.

A iPlace oferece o Buyback iPlace, que avalia aparelhos usados, inclusive modelos Android, e desconta o valor na compra de um novo. Fast Shop, Magazine Luiza, Vivo, Claro e TIM também têm mecanismos de troca, descontos ou parcelamento vinculados, em alguns casos, à permanência em planos pós-pagos.

Com essas alternativas, a aquisição raramente ocorre em um único pagamento. O preço pode ser distribuído ao longo de vários meses, inclusive em operações combinadas com planos de telefonia, mas continua representando uma parcela relevante da renda anual do consumidor.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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