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Economia

Fechamento em Andradas expõe a mudança da Kohler para negócios de alto valor

A empresa encerrou a unidade mineira após revisar o portfólio e manterá no Brasil uma operação voltada ao varejo de luxo.

Fechamento em Andradas expõe a mudança da Kohler para negócios de alto valor

A decisão da Kohler de fechar a fábrica de louças sanitárias em Andradas, no Sul de Minas, encerrou mais de 400 empregos diretos e retirou do mercado a marca Fiori. A unidade não retomou as atividades após duas semanas de férias coletivas: em 31 de agosto, os funcionários foram informados de que a operação havia sido encerrada.

A fábrica produzia louças sanitárias padrão, enquanto a estratégia global da companhia passou a priorizar produtos de maior valor agregado. Em nota, a Kohler afirmou que a decisão decorre de uma revisão do portfólio e do alinhamento do negócio brasileiro à estratégia internacional, “direcionando investimentos para áreas com maior potencial de crescimento e diferenciação, especificamente o mercado de luxo”.

Da fábrica mineira ao portfólio de luxo

A mudança ocorre em uma empresa que reúne negócios de cozinha e banho, bem-estar e hospitalidade. A companhia mantém 33 lojas Kohler Signature no Brasil e espera chegar perto de 40 até o fim do ano. A operação de varejo continuará funcionando apesar do fechamento da fábrica.

A reorganização ganhou força em maio de 2024, quando a Kohler concluiu a venda do controle de sua divisão de energia, que fabricava geradores e motores, para o fundo Platinum Equity. O negócio foi rebatizado de Rehlko, e a família Kohler permaneceu como sócia minoritária. O valor da transação não foi divulgado.

A empresa também incorporou a Kast, especializada em cubas e pias de concreto, e a alemã Klafs, fabricante de saunas e banhos a vapor premium. As duas passaram a integrar a divisão de marcas de luxo, ao lado de Ann Sacks, Kallista e Robern.

Nesse reposicionamento, a fábrica de Andradas ficou associada a uma categoria diferente: louças sanitárias padrão, em um mercado brasileiro disputado por Deca, Roca, Icasa e produtos importados da Ásia. Parte da produção mineira era exportada para os Estados Unidos, mas a planta perdeu função diante da reorganização da cadeia de fornecimento para o mercado americano.

A história da Fiori e da Kohler no Brasil

A Fiori foi criada em Andradas em 1978 para produzir louças artísticas. A fabricação de louças sanitárias começou apenas em 2000. Em 2014, a marca foi comprada pela Kohler, que utilizou a unidade como porta de entrada no Brasil e afirmou ter dobrado sua capacidade instalada. Ao longo dos anos, a fábrica recebeu mais de R$ 200 milhões em investimentos e chegou a empregar cerca de mil pessoas antes da pandemia.

A Kohler, por sua vez, foi fundada em 1873 pelo austríaco John Michael Kohler. O primeiro negócio era uma fundição de implementos agrícolas de ferro fundido. Em 1883, a empresa adaptou um bebedouro de cavalos com esmalte e transformou a peça em um produto que também podia ser usado como banheira.

A companhia cresceu em torno de uma fábrica instalada em Wisconsin e deu origem à vila de Kohler. Atualmente, tem mais de 30 mil funcionários e permanece sob controle da família fundadora, na quarta geração. Seu portfólio inclui desde vasos sanitários até resort de luxo e campos de golfe.

A trajetória recente foi marcada pela passagem do comando de Herbert V. Kohler Jr. para seu filho David, em 2015. Herb havia entrado na empresa em 1965 e assumido a direção em 1972. Durante sua gestão, a Kohler ampliou sua atuação em design, hotelaria e golfe. Ele morreu em 3 de setembro de 2022, aos 83 anos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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