A Neoenergia Pernambuco já aplicou cerca de R$ 1 bilhão em investimentos em 2026 e estima encerrar o ano com aproximadamente R$ 1,6 bilhão destinados ao estado. O valor faz parte de um plano que prevê R$ 9,7 bilhões em aportes até 2030, com aceleração do ritmo nos próximos anos.
Os recursos estão distribuídos entre expansão e modernização da rede elétrica, construção de subestações, automação, conexão de novos clientes e soluções de geração e armazenamento de energia. O presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral, afirmou que o programa acompanha o crescimento da demanda em diferentes regiões de Pernambuco.
“Esses recursos contemplam desde a expansão da rede elétrica até a construção de subestações, melhorias na infraestrutura, instalação de equipamentos e conexão de novos clientes”, disse Cabral.
Obras em andamento
Entre as iniciativas já iniciadas estão o embutimento de fios no Recife Antigo e a implantação de uma nova estrutura energética em Fernando de Noronha. Na ilha, a empresa constrói uma usina solar e um sistema de baterias, com conclusão prevista ainda para este ano.
Fernando de Noronha também recebe medidores inteligentes e telecomandados, que enviam informações diretamente para uma central. A companhia testa ainda soluções para controlar remotamente a intensidade da iluminação pública e integrar novos recursos energéticos, como bicicletas e estações de carregamento para veículos elétricos.
No Bongi, na Zona Oeste do Recife, a Neoenergia Pernambuco constrói uma nova sede. O processo começou em dezembro do ano passado, e a mudança deve ser concluída até o final deste ano. O prédio reunirá as áreas administrativas e a diretoria da empresa, além da operação que já funciona na região. O investimento está estimado, em média, em R$ 80 milhões.
A nova sede substituirá o edifício usado atualmente pela companhia, construído na década de 1970. Cabral afirmou que a empresa passou por um processo de descentralização, com a ampliação de núcleos operacionais nas principais cidades do estado, e que o prédio atual ficou maior do que o necessário para o modelo de operação adotado.
Rede subaquática e automação
Outro projeto prevê a instalação de uma rede elétrica subaquática para reforçar o fornecimento de energia em Muro Alto, no Litoral Sul de Pernambuco. A iniciativa é apresentada pela companhia como inédita no estado e busca criar uma alternativa de suprimento para uma região com aumento da demanda, especialmente nos períodos de alta temporada.
Em Sirinhaém, a expansão de empreendimentos turísticos levou à previsão de uma nova subestação para atender ao crescimento da carga. A automação da rede é outro eixo do plano: equipamentos identificam ocorrências e fazem manobras automaticamente, reduzindo o tempo de recomposição do fornecimento.
O sistema também está integrado ao centro de controle da Neoenergia Pernambuco. Quando a recomposição automática não é possível, os operadores acompanham a rede remotamente e executam manobras à distância. Segundo Cabral, o controle centralizado já alcança cidades do interior de Pernambuco, com o objetivo de dar mais velocidade à retomada do serviço e continuidade ao fornecimento.



