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Polícia investiga quatro pessoas após desabamento que matou seis em São Paulo

Um homem foi preso, dois investigados são considerados foragidos e uma servidora municipal prestou depoimento à Polícia Civil.

Polícia investiga quatro pessoas após desabamento que matou seis em São Paulo
Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil investiga quatro pessoas pelas circunstâncias do desabamento de um prédio sobre uma casa na Penha, na zona leste da capital, que deixou seis mortos. Um dos investigados foi preso temporariamente, dois são considerados foragidos e uma servidora municipal que atestou a demolição da estrutura existente no local prestou depoimento.

A apuração examina possíveis ações e omissões de pessoas envolvidas na construção, nas vistorias e nos processos de autorização e liberação do imóvel. A polícia avalia se as condutas podem configurar responsabilidade por homicídio com dolo eventual.

“Todas as pessoas que tiveram poder de decisão desde o início da obra até o desabamento serão investigadas”, disse Deidiene Fialho Costa Éboli, delegada titular do 24º Distrito Policial (Ponte Rasa), responsável pelo caso.

Os principais investigados são alvo de mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, expedidos pela Justiça. O homem preso é apontado como sócio oculto de uma das construtoras ligadas ao empreendimento. Os outros dois são o responsável técnico pela obra, filho do detido, e uma das sócias de uma das empresas envolvidas.

De acordo com a delegada, a decisão pelas prisões considerou que os investigados não se apresentaram espontaneamente, não se colocaram à disposição da investigação e não forneceram informações técnicas sobre a edificação. Também foram considerados o risco de fuga e a possibilidade de destruição de provas.

Até agora, ao menos três empresas relacionadas ao empreendimento foram identificadas. Uma delas teria sido responsável pela obra até 2024, e sua placa foi encontrada nos escombros. A Polícia Civil requisitou documentos sobre a constituição das empresas e do empreendimento, além de alvarás, permissões e outros registros da construção.

A Prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do Município compartilham informações sobre dois processos ligados aos imóveis das construtoras. Com esses documentos, a polícia pretende verificar possíveis divergências entre os registros e a situação encontrada no imóvel.

Suspeitas nas vendas de imóveis

Além da investigação sobre as mortes, a Polícia Civil apura suspeitas de estelionato na venda de apartamentos e terrenos relacionados às construtoras. Mais de dez pessoas relataram prejuízos patrimoniais. Quatro inquéritos foram instaurados no 10º Distrito Policial (Penha), e a polícia também localizou boletins de ocorrência anteriores.

Testemunhas procuraram a delegacia na segunda-feira (14) e relataram que o homem preso teria atuado como sócio oculto, com participação na compra e na venda de imóveis e terrenos e poder de decisão. A investigação também examina a atuação do responsável técnico na venda dos apartamentos, os valores envolvidos e os prejuízos informados.

O proprietário do terreno onde o prédio foi construído ainda deverá ser ouvido. Segundo a polícia, ele não recebeu o valor referente à negociação do imóvel.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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