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Economia

Tupy ganha confiança com recuperação operacional e mudanças na governança

Itaú BBA elevou a recomendação da ação para compra, enquanto o BTG Pactual destacou avanços na governança e no mercado norte-americano.

Tupy ganha confiança com recuperação operacional e mudanças na governança

A Tupy passou a receber avaliações mais favoráveis de analistas após combinar a expectativa de recuperação operacional com mudanças em sua estrutura de governança. A fabricante catarinense de componentes para motores e máquinas enfrentou queda nos volumes de veículos comerciais, compressão das margens e aumento da alavancagem, mas as projeções indicam melhora a partir do segundo semestre.

O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da companhia de neutro para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 13 para R$ 20, valor que representa um upside de 25%. Para os analistas Gabriel Rezende, Daniel Gasparete e Pedro Tineo, a recuperação esperada da demanda na segunda metade do ano pode impulsionar tanto a receita quanto a rentabilidade.

A avaliação considera os ajustes feitos para tornar a operação mais eficiente. O Ebitda ajustado caiu de R$ 1,3 bilhão em 2024 para R$ 661 milhões em 2025, redução de 49%. No mesmo intervalo, a margem recuou de 12,1% para 6,8%.

O Itaú BBA projeta crescimento de 7% da receita até 2027 e margem Ebitda de 10,4%, ainda 1 ponto percentual abaixo da rentabilidade histórica. Os analistas, porém, veem espaço para uma revisão positiva caso os esforços de simplificação das operações produzam ganhos maiores do que os previstos.

Governança entra no centro da avaliação

O BTG Pactual também apontou um fator operacional favorável: a melhora do mercado de veículos pesados da América do Norte. Essa região respondeu por 38% das receitas no segundo trimestre e, na avaliação do banco, pode contribuir para o avanço do faturamento da Tupy.

A governança passou a integrar de forma mais relevante a análise da empresa depois do anúncio, na segunda-feira, 28 de setembro, da saída de Jaime Luiz Kalsing da presidência do conselho de administração. Para substituí-lo, foi indicado Gueitiro Genso, atual vice-presidente de estratégia, novos negócios, inovação e M&A. A companhia também comunicou mudanças na diretoria.

A Tupy informou ainda que pretende propor uma reforma do estatuto social para criar critérios de elegibilidade para integrantes do conselho e da diretoria. A medida foi recebida positivamente por analistas após episódios relacionados à indicação de nomes ligados ao governo, entre eles Rafael Lucchesi para o cargo de CEO e Anielle Franco e Carlos Lupi para o conselho de administração.

Lucchesi renunciou em março, enquanto Franco e Lupi deixaram o conselho em 2025. A presença da BNDESPar e da Previ entre os acionistas, com 30,7% e 27% do capital, respectivamente, contribuiu para que investidores atribuíssem maior risco de influência política e de conflitos de governança à companhia.

O BTG Pactual mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 24 para a Tupy, considerada a principal escolha do banco para o setor automotivo da B3. Para os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, os critérios de elegibilidade e a troca no comando do conselho são “passos construtivos do ponto de vista de governança”.

Tanto o Itaú BBA quanto o BTG Pactual consideram atrativos os níveis de negociação da ação, incluindo o múltiplo EV/Ebitda de quatro vezes para 2027. Por volta das 14h17, os papéis subiam 1,44%, a R$ 16,22. No ano, acumulavam alta de 39,5%, levando o valor de mercado a R$ 2,3 bilhões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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