A confiança dos brasileiros nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caiu para 27,8% em setembro de 2026, o pior resultado da série desde janeiro de 2023. Ao todo, 61% afirmaram não confiar nos integrantes da Corte, de acordo com pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira (22).
O levantamento mostra uma queda contínua na avaliação dos ministros. Em agosto de 2025, 48,5% dos entrevistados diziam confiar neles, enquanto 51,3% demonstravam desconfiança. Em março de 2026, a confiança estava em 34% e recuou para 27,8% no levantamento mais recente, uma redução de mais de 20 pontos percentuais em um ano.
A pesquisa foi realizada após acusações e vazamentos de diálogos envolvendo integrantes do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraude bancária. O envolvimento da Corte no caso do Banco Master aparece como o principal fator de desgaste. Segundo o levantamento, 82,6% dizem conhecer detalhes do caso, e 85,1% acreditam que ministros do Supremo tiveram participação direta. Em março, essa percepção era de 66,1%.
Além disso, 76% dos entrevistados consideram que o STF não trata todos os investigados da mesma maneira. Na avaliação institucional, a Corte registra 34% de confiança e 58% de desconfiança. O resultado a coloca como a terceira instituição menos confiável entre as categorias apresentadas, atrás das igrejas evangélicas, com 33% de confiança e 50% de desconfiança, e do Congresso Nacional, que tem 8% de confiança e 81% de desconfiança.
Avaliação dos ministros
Cármen Lúcia é a única ministra ou ministro citado com saldo positivo: 47% avaliaram sua imagem de forma positiva, contra 38% de avaliações negativas. Dias Toffoli aparece na última posição, com 79% de imagem negativa e 5% de positiva. André Mendonça registra 48% de avaliação negativa e 47% de positiva.
A possibilidade de impeachment de Toffoli é defendida por 60,5% dos entrevistados, diante de suspeitas de ligação com o Banco Master. Em março de 2026, eram 49,3%. No caso de Alexandre de Moraes, 49,8% apoiam o impeachment imediato por suspeitas relacionadas ao caso, enquanto 15,1% são contrários.
A pesquisa ouviu 1.852 pessoas entre 17 e 21 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.



