NOVA YORK — Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram nesta terça-feira (22) um acordo de segurança que autoriza Washington a estabelecer duas novas zonas de defesa na ilha: uma em Narsarsuaq, no sul, e outra em Mestersvig, no leste. O pacto também permite modernizar e ampliar a base de Pituffik, no norte, a única instalação militar americana ativa no território.
O acordo de 10 páginas foi firmado à margem da Assembleia Geral da ONU e transfere aos Estados Unidos o controle sobre a segurança da Groenlândia. O texto reconhece a soberania e a integridade territorial do reino da Dinamarca, além do direito do povo groenlandês à autodeterminação.
“Os Estados Unidos estarão autorizados a estabelecer uma zona de defesa adicional em Narsarsuaq (sul) e Mestersvig (leste)”, afirma o Artigo 4 do documento.
Restrições a outros países
Uma das seções do pacto impede a instalação de bases de países considerados rivais dos Estados Unidos, como China e Rússia. O acordo proíbe que nações que não façam parte da Otan ou da União Europeia participem de setores estratégicos na Groenlândia.
A ilha tem 57.000 habitantes e continuará submetida aos termos do acordo mesmo se conquistar a independência da Dinamarca. Nesse cenário, deverá permanecer na Otan ou aderir à organização “se necessário”.
A assinatura ocorre após uma crise provocada no início do ano por Donald Trump, que ameaçou tomar o território autônomo dinamarquês, considerado estratégico e rico em recursos. Um pacto de defesa de 1951, atualizado em 2004, já permitia aos Estados Unidos reforçar sua presença militar na ilha, mediante aviso prévio à Dinamarca e à Groenlândia.



