Uma carta autorizada pelo rei Charles e enviada a autoridades britânicas esclareceu que o príncipe Harry e Meghan Markle não são mais membros ativos da família real e mantêm o status de cidadãos comuns. O casal foi informado pouco antes do envio do documento e, de acordo com seu porta-voz, ficou surpreso com a iniciativa.
A mensagem foi encaminhada na segunda-feira, cerca de um mês depois de Harry, Meghan e seus dois filhos voltarem a morar no Reino Unido. O retorno ocorreu seis anos após o casal deixar as funções reais e se mudar para os Estados Unidos. A decisão também teria surpreendido familiares próximos, e Charles foi informado apenas dias antes de a mudança se tornar pública.
A carta retoma um entendimento estabelecido com a falecida rainha Elizabeth em 2020. O acordo garantiria ao duque e à duquesa de Sussex liberdade pessoal em relação à independência financeira e à proteção da privacidade, conforme desejassem. O documento afirma que não houve mudança no status atual dos dois e que o trabalho beneficente do casal é realizado de forma particular.
“Em resumo, a posição deles é semelhante à de cidadãos comuns com interesses comerciais e beneficentes”, diz a carta.
Segurança e atividades privadas
Desde a mudança para os Estados Unidos, Harry acusou a família real de negligência, criticou a imprensa sensacionalista e afirmou que o governo não oferecia proteção policial automática para seu retorno ao Reino Unido.
Um comitê responsável por definir o nível de segurança custeado com recursos públicos deve se reunir nesta semana para decidir que proteção será oferecida a Harry agora que sua família voltou ao país.
O casal também firmou acordos comerciais, principalmente com a Netflix. Meghan lançou ainda a marca de estilo de vida “As Ever”.


