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China rejeita acusações dos EUA sobre cópia de modelos de inteligência artificial

Pequim nega que empresas chinesas tenham extraído ilegalmente capacidades de sistemas americanos por meio da destilação de modelos.

China rejeita acusações dos EUA sobre cópia de modelos de inteligência artificial

A China rejeitou nesta quarta-feira (9) as acusações dos Estados Unidos de que laboratórios chineses de inteligência artificial copiam sistematicamente capacidades de modelos americanos. A contestação ocorre em meio à disputa tecnológica entre os dois países e antes de uma reunião prevista para este mês entre Donald Trump e Xi Jinping, na Casa Branca.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que as acusações de Washington são infundadas e representam um exemplo de dupla moral. Para a pasta, a iniciativa americana de combater a destilação busca, na prática, estabelecer um monopólio industrial.

Acusações sobre a destilação

A agência de defesa cibernética dos Estados Unidos acusa empresas chinesas de usar em larga escala a destilação, técnica que treina um modelo de inteligência artificial para reproduzir resultados de outro sistema, maior e mais eficiente. O método é utilizado em toda a indústria, mas Washington sustenta que sua aplicação por companhias chinesas teria ocorrido de maneira ilícita.

Em um alerta publicado na terça-feira, a agência afirmou que empresas sediadas na China fazem uma extração sistemática de funcionalidades e capacidades exclusivas de modelos americanos. O documento cita DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax, StepFun e Z.AI, que teriam usado milhões de interações e solicitações para obter recursos de sistemas desenvolvidos por OpenAI, Anthropic, Google e xAI.

A Moonshot AI não comentou as acusações. A StepFun não foi localizada de imediato. As demais empresas chinesas mencionadas foram procuradas, mas não houve, no material disponível, respostas atribuídas a elas.

Disputa pelo mercado de IA

As acusações se somam a outras denúncias feitas pelo governo e por empresas dos Estados Unidos contra a China. Trump enfrenta pressão diante do avanço dos modelos chineses, escolhidos por muitas empresas em vez das versões americanas da Anthropic ou da OpenAI, descritas como mais potentes, porém mais caras.

Em julho, Pequim também acusou a inteligência artificial americana de usar exemplos chineses no treinamento de seus modelos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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