A análise química do esmalte de três dentes indica que o Tiranossauro rex mantinha temperatura corporal média de 36,3°C, próxima à dos seres humanos. Os fósseis foram encontrados em Montana, nos Estados Unidos, e o resultado sugere que o dinossauro produzia e conservava o próprio calor, sem depender do ambiente para se aquecer.
A pesquisa foi conduzida a partir da proporção de determinados isótopos de carbono e oxigênio presentes nos dentes. Como o esmalte se forma à temperatura do corpo, sua composição pode ser usada para estimar o calor mantido pelo animal. “O esmalte dentário se forma dentro do animal à temperatura do corpo; portanto, a composição química do esmalte funciona como um termômetro”, disse a geocientista da UCLA Aradhna Tripati, autora sênior do estudo.
O que a temperatura sugere
A conclusão contraria a antiga ideia de que o T. rex era lento e precisava do Sol para elevar a temperatura corporal. Com um metabolismo mais alto, o predador teria necessitado de mais alimento, mas também poderia permanecer ativo por mais tempo e viver em ambientes frios.
A temperatura registrada aproxima o Tiranossauro rex de animais termicamente independentes, como o elefante e a avestruz, e o distancia do padrão associado aos crocodilos. Para comparação, os pesquisadores examinaram dentes de crocodilídeos encontrados na mesma região e identificaram temperatura média de 30,9°C, compatível com a observada em crocodilos atuais.
O estudo foi publicado na quarta-feira (16) na revista Science Advances. Os dentes analisados foram fornecidos pelo Museu de História Natural do Condado de Los Angeles.


