PROVO — Douglas Stewart Carter, de 71 anos, deixou o corredor da morte nos Estados Unidos após passar 41 anos sob custódia. Ele foi libertado sob fiança na segunda-feira (28), enquanto aguarda os próximos passos do processo e um novo julgamento determinado pela Suprema Corte de Utah.
Carter foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em 1985, em Provo, no estado de Utah. Ele sempre negou ter cometido o crime. Agora, uma nova análise de DNA não identificou correspondência entre o material genético dele e vestígios recolhidos na cena, incluindo materiais encontrados em uma maçaneta e no cabo de uma faca.
Testemunhos e falhas na investigação
A condenação também foi contestada por declarações de duas testemunhas que haviam deposto contra Carter. Em 2011, elas afirmaram que policiais as pressionaram a mentir, ofereceram dinheiro e presentes e fizeram ameaças relacionadas à deportação.
No ano passado, a Suprema Corte de Utah determinou que Carter tivesse um novo julgamento depois de apontar irregularidades na atuação de um investigador. Os advogados de defesa sustentam ainda que informações relevantes foram omitidas, entre elas relatos que poderiam indicar outras possibilidades na investigação e referências ao marido da vítima.
O marido de Eva Olesen morreu em 2009. À polícia, ele disse que havia encontrado a esposa morta em casa. Conforme esse relato, os ferimentos teriam sido provocados por uma faca de cozinha, que não foi localizada no imóvel.
Como condição para a liberdade, Carter terá de usar uma tornozeleira eletrônica com GPS. A família de Olesen se posicionou contra a soltura. A defesa pede agora que as acusações contra ele sejam retiradas.


