A coalizão de partidos de esquerda aparece à frente na eleição parlamentar da Suécia e pode levar Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, novamente ao cargo de primeira-ministra. Os resultados preliminares atribuem ao grupo 176 das 349 cadeiras do Parlamento, enquanto o bloco de direita, liderado pelo atual primeiro-ministro Ulf Kristersson, teria conquistado 173.
A possível vitória ocorre em um cenário de divisões entre os partidos de esquerda. Do outro lado, a união de centro-direita planejava se associar ao partido Democratas Suecos, de extrema-direita. A perspectiva dessa aliança afastou parte dos eleitores, conforme a avaliação apresentada sobre a disputa.
Imigração no centro do debate
O Democratas Suecos teve papel relevante na adoção de regras de imigração que estão entre as mais rígidas da Europa. As projeções, porém, indicam que a legenda perdeu cerca de 11 cadeiras.
A formação de um governo de centro-esquerda pode resultar em uma política migratória mais branda. Ainda assim, a expectativa é de que a Suécia não retome as políticas de portas abertas de décadas anteriores. O descontentamento da população com os níveis de imigração e criminalidade deve limitar essa mudança.
Para Niklas Bohlin, cientista político da Universidade da Suécia Central, a mudança em direção a uma política migratória mais rígida tende a permanecer. “Acredito que a mudança mais ampla em direção a uma política de imigração sueca mais rígida veio, em grande parte, para ficar”, afirmou.


