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Analista critica promessa de Trump de pagar US$ 5 mil por voto

Gilberto Maringoni afirma que a proposta expõe o uso da Presidência dos Estados Unidos em favor do Partido Republicano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu pagar US$ 5 mil a cada cidadão caso o Partido Republicano conquiste a maioria dos votos nas eleições de meio de mandato. A declaração ocorre em um momento de crise de credibilidade interna para o presidente, às vésperas da votação.

Em entrevista, Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), classificou a promessa como uma tentativa de compra de votos. Para ele, a iniciativa deveria levar setores da direita brasileira a rever a defesa dos Estados Unidos como modelo de democracia e de proteção das liberdades individuais.

Maringoni afirmou que uma oferta desse tipo costuma ser tratada como anedota no Brasil quando feita por candidatos que prometem presentes aos eleitores. “O Trump toma uma medida fisiológica, uma medida atrasada”, disse.

Uso da estrutura de Estado

O professor também criticou o fato de a promessa ter sido apresentada por Trump na condição de presidente, e não apenas como uma posição do Partido Republicano. Na avaliação dele, isso transforma a Presidência dos Estados Unidos em instrumento de uma disputa eleitoral.

“Ele está usando a estrutura de Estado”, afirmou Maringoni. O professor disse que a Presidência deveria atender a todos os cidadãos dos Estados Unidos e funcionar de maneira neutra e imparcial.

Para Maringoni, a instituição presidencial integra a estrutura do Estado ao lado do Parlamento e do aparato burocrático. Por isso, não deveria atuar em benefício de uma legenda específica. A promessa de pagamento, segundo ele, contraria essa expectativa de atuação republicana e coloca em questão o papel da Presidência durante o processo eleitoral.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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