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Política

AfD vence eleição na Saxônia-Anhalt e amplia pressão sobre a CDU

Partido de extrema direita conquista 39 cadeiras, enquanto a CDU perde 25 e descarta formar coalizão com a sigla.

AfD vence eleição na Saxônia-Anhalt e amplia pressão sobre a CDU

A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, realizadas neste domingo (6). Resultados preliminares indicam que o partido conquistou 39 cadeiras no parlamento estadual, o equivalente a quase 44% dos votos.

O sistema eleitoral do estado segue o modelo parlamentarista. Por isso, o ministro-presidente, função equivalente à de governador no Brasil, é escolhido conforme a composição do Legislativo. Como a AfD não alcançou maioria absoluta, o líder da legenda no estado, Ulrich Siegmund, terá de negociar acordos para tentar assumir o cargo.

A União Democrata Cristã (CDU), partido do primeiro-ministro Friedrich Merz, sofreu uma perda significativa. A legenda ficou com apenas 15 assentos depois de perder 25 cadeiras no parlamento estadual. A CDU afirmou que não formará uma coalizão com a AfD.

Merz comentou o resultado nesta segunda-feira (7) e declarou que “todos estão profundamente chocados”. Ele também classificou o desempenho como a pior derrota da CDU em décadas. Em meio a uma crise de popularidade na Alemanha, o primeiro-ministro disse que a democracia permite mudanças de opinião, mas que os valores e as regras constitucionais não estão sujeitos a votação.

Imigração e Ucrânia

A AfD ampliou sua presença na política alemã com uma retórica centrada na oposição à imigração. Seus líderes defendem políticas de “remigração”, expressão usada para se referir ao envio de estrangeiros de volta aos países de origem.

Após a eleição, Alice Weidel, líder nacional da AfD, afirmou que a maioria dos imigrantes que chega atualmente à Alemanha é formada por “indivíduos sem qualificação que usam nosso sistema de bem estar social”. Ela também disse que as políticas de imigração fazem os alemães se sentirem “estranhos em seu pórprio país”.

Além das medidas anti-imigração, o partido defende o fim do apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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