Forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) destruíram cinco petroleiros iranianos nesta terça-feira (8), após alegadas tentativas da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) de atacar navios militares americanos. A operação foi informada pelo governo dos Estados Unidos, que ainda não apresentou uma confirmação independente de todos os detalhes, e não houve divulgação de uma versão detalhada do governo iraniano.
De acordo com o CENTCOM, a IRGC lançou mísseis balísticos contra um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos em duas ocasiões nos últimos dois dias. A embarcação escapou dos ataques e continuou em patrulha na região. Nenhum militar americano ficou ferido, segundo as autoridades dos Estados Unidos.
As tripulações dos cinco petroleiros teriam sido instruídas a abandonar as embarcações antes da ação. Os navios foram atingidos e ficaram inoperantes. A ligação dos petroleiros com a IRGC também é sustentada, até o momento, por comunicados e declarações do governo americano.
Retaliações anunciadas
A operação ocorreu três dias depois de os Estados Unidos anunciarem a destruição de três petroleiros iranianos. O CENTCOM afirmou que aquela ação, realizada em 5 de setembro, respondeu ao lançamento de mísseis balísticos pela IRGC contra um porta-aviões e um destróier americanos. Todas as tentativas de atingir essas embarcações teriam falhado.
O governo dos Estados Unidos declarou que as operações buscam elevar o custo das ações militares iranianas contra suas forças. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que novos ataques a petroleiros poderão ocorrer caso a IRGC volte a tentar atingir navios da Marinha americana. “O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, cada vez que fizer isso ou tentar fazê-lo, perderá petroleiros.”
Rubio fez a declaração durante uma visita à Colômbia. Nesta terça-feira, ele iniciou uma viagem pela Colômbia, pelo Peru e pelo Equador e também disse esperar avanços nas negociações comerciais entre Washington e Bogotá.
Ameaças do Irã e tensão marítima
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu na segunda-feira que ataques à infraestrutura de petróleo e gás do Irã provocariam respostas recíprocas. Ele afirmou que empresas e instalações de energia dos Estados Unidos na região também estariam vulneráveis.
O brigadeiro-general Kioumars Heydari, vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, disse que os adversários teriam subestimado a capacidade de reação e a determinação do país. Heydari acrescentou que o Irã poderia ampliar o campo de batalha para uma dimensão regional e destacou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para a economia regional e global.
A destruição dos navios aumenta a tensão entre Washington e Teerã no Golfo de Omã, no Estreito de Ormuz e em áreas próximas ao Golfo Pérsico. A escalada pode provocar novas ações contra navios americanos, aliados dos Estados Unidos e ativos de energia, além de pressionar os preços internacionais do petróleo e os custos do transporte marítimo caso haja ameaça à circulação no estreito.


