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EUA veem abertura para novas negociações entre Rússia e Ucrânia

Steve Witkoff afirmou que houve avanços e disposição para retomar conversas trilaterais entre Washington, Moscou e Kiev.

EUA veem abertura para novas negociações entre Rússia e Ucrânia

Um dos negociadores dos Estados Unidos para a guerra na Ucrânia afirmou nesta segunda-feira (7) que os encontros realizados no fim de semana com autoridades russas e ucranianas podem abrir caminho para novas negociações de paz envolvendo os três países.

Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram no sábado com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. No domingo, foram a Kiev, onde conversaram com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e apresentaram os resultados do encontro. Os dois enviados também se encontraram com representantes da Alemanha, da França e do Reino Unido.

“Progressos substanciais foram feitos, incluindo a disposição de agendar novas conversas trilaterais”, escreveu Witkoff no X. O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que não descarta a retomada do formato entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia, embora ainda não haja definição sobre local ou datas.

“Também não descartamos a retomada do formato tripartite, mas ainda é muito cedo para falar sobre o local e as datas específicas”, disse Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa. Ele acrescentou que cada tentativa representa um passo em direção à paz e agradeceu aos negociadores americanos.

Zelensky afirmou no Facebook que se reuniu com sua equipe de negociadores para definir os próximos passos e se preparar para novas reuniões e comunicações. Um funcionário do governo ucraniano havia dito que Witkoff e Kushner levaram propostas novas e mais eficazes para encerrar a guerra, mas Zelensky advertiu que os combates provavelmente continuarão durante o inverno.

Impasses nas negociações

A visita a Kiev foi a primeira de Witkoff e Kushner desde o início do conflito, em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Os negociadores dos dois países haviam se reunido pela última vez em fevereiro, em Genebra, em conversas mediadas pelos Estados Unidos, sem acordo sobre questões territoriais.

Os esforços diplomáticos conduzidos por Washington perderam força nos últimos meses, enquanto o governo de Donald Trump concentrou sua atenção na guerra com o Irã. As conversas continuam paralisadas principalmente pelo futuro do Donbass, no leste ucraniano. A Rússia não controla totalmente a região, mas exige sua manutenção como condição para um acordo de paz.

Nesta segunda-feira, Volker Turk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, também pediu a proibição urgente de armas capazes de matar sem intervenção humana, após relatos de drones totalmente autônomos usados na Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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