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Ataque russo a Kiev deixa cinco mortos enquanto Zelensky articula nova rodada diplomática

Presidente ucraniano espera conversas com Moscou e Washington em setembro, após ofensiva com drones e mísseis contra a capital.

Ataque russo a Kiev deixa cinco mortos enquanto Zelensky articula nova rodada diplomática

A retomada dos ataques russos contra Kiev marcou a terça-feira (8), mesmo dia em que Volodimir Zelensky afirmou esperar uma nova rodada de negociações com Rússia e Estados Unidos em setembro. A ofensiva deixou pelo menos cinco mortos e 25 feridos, segundo as autoridades ucranianas, e ocorreu após uma pausa de três dias relacionada à visita de enviados americanos às duas capitais.

O ataque envolveu ao menos 166 drones e dezenas de mísseis. Explosões foram registradas durante a madrugada, com colunas de fumaça e um incêndio observados na capital. A Procuradoria de Kiev informou que 14 edifícios residenciais, uma escola, uma clínica, 25 carros, um supermercado e vários armazéns logísticos foram atingidos.

O Ministério da Defesa russo declarou que os alvos eram fábricas de componentes para drones e mísseis, depósitos de munições e armazéns militares. A Ucrânia raramente divulga informações sobre danos em suas instalações militares. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, criticou a ofensiva e afirmou que ela ocorreu depois da saída dos enviados do presidente americano.

Propostas e contatos

Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Moscou e Kiev no fim de semana para tentar reativar um processo diplomático parado desde fevereiro. Zelensky disse que os dois apresentaram ideias novas, consideradas por ele boas e merecedoras de avaliação, mas não detalhou o conteúdo. Também anunciou que Kiev se preparará para viabilizar uma reunião entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos nos próximos meses, possivelmente em setembro.

No mesmo dia, Vladimir Putin e Donald Trump conversaram por telefone sobre a visita dos enviados americanos. O Kremlin classificou o diálogo como extremamente franco. Yuri Ushakov, assessor diplomático de Putin, avaliou como positivos os resultados da viagem e afirmou que o trabalho continuará.

As iniciativas de mediação conduzidas por Washington em 2025 produziram várias reuniões entre russos e ucranianos, mas não resultaram em um plano de paz. O principal impasse mencionado está relacionado aos territórios reivindicados por Moscou. Zelensky também pretende se reunir com Trump depois de 20 de setembro para tratar de sistemas de defesa antimísseis.

O presidente ucraniano afirmou ainda que Putin teria demonstrado disposição para discutir uma desescalada durante o inverno. A possibilidade incluiria a suspensão, por ambos os lados, de ataques contra setores estratégicos. Kiev teme que a Rússia intensifique as ofensivas contra sua rede energética nesse período, como ocorreu em 2025.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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