A presidente do Peru, Keiko Fujimori, defendeu na Assembleia Geral das Nações Unidas uma resposta internacional ao crime organizado na América Latina. Empossada no final de julho, ela classificou o combate a essas organizações como o primeiro grande desafio de seu governo.
Fujimori afirmou que operações conduzidas isoladamente favorecem grupos que atravessam fronteiras, acumulam recursos financeiros e ampliam sua capacidade bélica. Por isso, propôs que essas facções sejam reconhecidas como organizações terroristas. “O primeiro passo é determinar e definir quem é o inimigo”, declarou. Para a presidente, os grupos representam uma ameaça ao Estado democrático e aos cidadãos.
A posição foi apresentada depois que o Peru aderiu ao Escudo das Américas, coalizão promovida pelo governo de Donald Trump para ampliar a cooperação regional contra o crime organizado transnacional. Fujimori anunciou a entrada do país no acordo em 10 de setembro, após reunir-se em Lima com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Acordos regionais
Além do Escudo das Américas, o Peru integra o Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional. O pacto reúne também Argentina, Bolívia, Chile e Equador e prevê o compartilhamento de informações e o fortalecimento da cooperação entre os países vizinhos.
Durante o discurso, Fujimori resumiu a estratégia defendida pelo governo peruano: “Vamos combater o crime desde o indivíduo que o comete até a rede que o sustenta”.
A Assembleia Geral desta semana também deve ser usada por 14 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Peru, para anunciar uma posição conjunta sobre 25 grupos criminosos. A proposta é classificá-los como organizações terroristas.
No caso peruano, o Sendero Luminoso é atualmente a única organização do país incluída na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos.


