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Lula abre debate da ONU com foco em soberania e multilateralismo

Presidente brasileiro falará na abertura da 81ª Assembleia Geral, em Nova York, em meio a tensões internacionais e crise financeira da organização.

Lula abre debate da ONU com foco em soberania e multilateralismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (22) da abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Por tradição, o Brasil será o primeiro Estado-membro a discursar, antes da fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anfitrião da sede da organização.

Esta será a décima vez que Lula fará o discurso de abertura. A participação mais recente ocorreu em 2025. A precedência brasileira nas sessões começou em 1955, quando o país se ofereceu para iniciar os trabalhos.

Antes de Lula, falarão o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Khalilur Rahman, presidente da 81ª Assembleia Geral e ministro das Relações Exteriores de Bangladesh.

Soberania e temas do discurso

A soberania brasileira deve ocupar posição central na declaração, assim como a defesa da não interferência externa nos processos eleitorais. O tema aparece em meio à tensão política com os Estados Unidos, relacionada à possível interferência de Washington nas eleições de outubro.

Ao deixar o Brasil, Lula afirmou nas redes sociais que representaria um país soberano, com economia forte e compromisso com a paz e o diálogo entre as nações. O combate ao crime organizado também deve ser mencionado, em resposta a acusações dos Estados Unidos de que o Brasil falhou na contenção do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).

A agenda internacional deverá incluir ainda a defesa da paz, o combate à fome, as mudanças climáticas, o desenvolvimento sustentável e a preservação dos direitos humanos. Lula também deve destacar a importância do multilateralismo, defendido por ele e por outros líderes internacionais como forma de responder às tensões geopolíticas, à emergência climática e aos conflitos.

Em manifesto publicado às vésperas da Assembleia Geral, os líderes afirmaram que nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios globais e defenderam a renovação do sistema multilateral.

Pressão sobre a ONU

A Assembleia Geral ocorre enquanto a ONU enfrenta uma crise financeira e questionamentos sobre sua capacidade de responder aos principais conflitos internacionais. Em junho, os países aprovaram uma alteração nas regras financeiras para evitar um colapso financeiro iminente, mas a medida não resolveu a falta estrutural de recursos.

A sessão também acontece diante de necessidades humanitárias recordes e das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia. As divisões entre as grandes potências têm limitado a atuação do Conselho de Segurança. A organização passa ainda por reformas e redução de custos, com cortes de postos e mudanças na estrutura administrativa.

Apesar desse cenário, Guterres falou em esperança renovada baseada no diálogo e na colaboração mantidos diariamente na Assembleia Geral. Rahman também ressaltou o valor do órgão como espaço de reunião entre líderes para definir caminhos comuns.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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