A notícia e o que está por trás
Mundo

Protestos em Madri pressionam governo espanhol por medidas para a moradia

Manifestantes exigem proteção contra despejos e preços altos; governo de Pedro Sánchez prepara novo decreto, sem maioria garantida no Parlamento.

Protestos em Madri pressionam governo espanhol por medidas para a moradia

Manifestantes acampados na Puerta del Sol, em Madri, prometeram manter a pressão sobre o governo de Pedro Sánchez para que adote medidas diante da alta dos preços de compra e aluguel de imóveis. O Executivo socialista pretende apresentar um novo decreto na terça-feira, mas a proposta não tem aprovação garantida no Parlamento, onde o governo não dispõe de maioria.

O grupo pede uma nova lei para proteger o direito à moradia, impedir despejos e evitar que contratos e políticas habitacionais priorizem empresas e fundos de investimento. Cerca de cem barracas foram instaladas na praça turística, onde ativistas passaram duas noites. A manifestação começou no sábado e reuniu principalmente jovens.

A mobilização ganhou força após o despejo de Maricarmen Abascal, moradora de Madri de 87 anos. Ela deixou o apartamento onde vivia havia 70 anos depois que o imóvel foi comprado por uma empresa de investimentos. A retirada, feita em uma maca por agentes da Justiça, ocorreu na quarta-feira e foi acompanhada por manifestantes.

Em um vídeo publicado pelo Sindicato de Inquilinas e Inquilinos, Maricarmen pediu que as pessoas tivessem coragem para defender seus direitos. Os manifestantes passaram a usar a frase “Nenhuma Maricarmen a mais” e também exibiram cartazes com o pedido “Decreto Maricarmen já”.

Pressão também em Barcelona

Os protestos chegaram a Barcelona, onde um grupo bloqueou parte da avenida Diagonal durante a visita de Sánchez à cidade para uma cerimônia de premiação. Participantes relataram dificuldades para deixar a casa dos pais, pagar aluguel e encontrar moradias com espaço adequado.

Laura Requena, professora de 32 anos, disse que não consegue sair da casa dos pais sem dividir um apartamento. Neus Llop, educadora de 37 anos, afirmou conviver com o receio de ficar sem moradia diante do aumento contínuo dos preços.

Sánchez afirmou no domingo que o governo trabalhava contra o relógio para apresentar medidas na reunião do Conselho de Ministros de terça-feira. Miriam Bue, porta-voz do Sindicato de Inquilinas e Inquilinos, disse esperar que o governo central aceite a proposta de contratos de aluguel por prazo indeterminado, em substituição aos contratos de cinco anos atualmente em vigor.

Dados do portal imobiliário Idealista mostram que, em dez anos, o preço médio do metro quadrado para aluguel na Espanha dobrou e chegou a 15,1 euros em agosto. Para compra, o preço médio atingiu 2.355 euros por metro quadrado, uma alta de mais de 50% no mesmo período, conforme dados oficiais. O sindicato afirmou que, sem mudanças, pretende intensificar o movimento.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.