A notícia e o que está por trás
Mundo

Espanha propõe suspender despejos até 2030 após caso de idosa

Acordo do governo prevê renovação automática de contratos e restrições a compras especulativas no mercado imobiliário.

Espanha propõe suspender despejos até 2030 após caso de idosa
Foto: Reprodução/Reuters

O governo de coalizão da Espanha anunciou, nesta terça-feira (29), um acordo para propor a suspensão de despejos até 2030, em resposta à crise habitacional e aos protestos provocados pela retirada de Maricarmen Abascal, de 87 anos. A idosa foi retirada de casa em uma maca na última quarta-feira (23).

Centenas de pessoas continuavam acampadas em uma das principais praças de Madri para protestar contra o despejo. Os manifestantes defendem mudanças na legislação, entre elas o congelamento dos aluguéis e a renovação automática dos contratos de locação sem aumentos considerados abusivos.

As propostas foram negociadas pelo governo liderado pela centro-esquerda com o partido Sumar. O pacote prevê a renovação automática de contratos até 2028 e a proibição de que fundos abutres realizem compras especulativas no mercado imobiliário. O governo afirma que as medidas buscam enfrentar os preços dos aluguéis e a oferta de moradias, que se tornaram um problema no país.

A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, afirmou que o objetivo é impedir que um episódio semelhante volte a ocorrer. “Devemos garantir que nunca mais vejamos um caso como o de Maricarmen em nosso país”, disse.

As medidas serão apresentadas em dois decretos, que devem ser votados no parlamento na próxima sexta-feira (2). Como o governo é minoritário e enfrenta um parlamento fragmentado, precisa obter apoio para aprovar ao menos o primeiro texto.

Rodríguez classificou o episódio como uma falha coletiva e afirmou que o despejo da idosa foi necessário para provocar mudanças nas posições políticas. Para a ministra, a votação de sexta-feira representa uma oportunidade para o parlamento responder às reivindicações que ganharam força nas manifestações.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.