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Rússia retoma ataques a Kiev, e Zelensky busca interceptores com Trump

Após três dias de trégua, ofensiva russa matou três pessoas e feriu 16; presidente ucraniano quer discutir defesa antimíssil com Trump.

Rússia retoma ataques a Kiev, e Zelensky busca interceptores com Trump

A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira (8), após três dias de trégua, em uma ofensiva que deixou três mortos e 16 feridos, segundo autoridades ucranianas. O presidente Volodmir Zelensky propôs uma reunião com Donald Trump para tratar do fornecimento de equipamentos americanos capazes de interceptar mísseis balísticos russos.

Durante a noite, a administração militar da capital emitiu alerta para ataques com mísseis e orientou a população a buscar abrigo. A Polônia, país vizinho, também colocou sua Força Aérea em estado de alerta.

O bombardeio envolveu pelo menos 166 drones e dezenas de mísseis. A Promotoria de Kiev informou que 14 edifícios residenciais foram danificados, além de uma escola, uma clínica, 25 veículos, um supermercado e depósitos logísticos. “Foi aterrorizante, mal tivemos tempo de sair correndo até o estacionamento”, relatou Nina Kimova, 55 anos, que viu o próprio veículo ser atingido pelo fogo.

Negociações com os Estados Unidos

Zelensky afirmou que espera conversar com Trump depois de 20 de setembro. O objetivo seria obter sistemas americanos para conter os mísseis balísticos e avançar na retomada de negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. O presidente ucraniano disse acreditar que os encontros podem ocorrer ainda “talvez no mês de setembro”.

A ofensiva foi a primeira contra Kiev em três noites. A pausa havia sido anunciada por Moscou e Kiev durante a passagem dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner pelas duas capitais. O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andrii Sibiga, acusou a Rússia de atacar logo após a saída dos representantes de Trump. “Seus mísseis balísticos falam mais alto que suas palavras no campo diplomático”, escreveu.

Witkoff declarou na segunda-feira que a viagem permitiu conversas significativas sobre a preparação de negociações trilaterais. O Kremlin, por meio do porta-voz Dmitri Peskov, disse que não descarta a retomada do diálogo, mas avaliou que ainda não era possível definir local e datas.

Segundo Zelensky, Vladimir Putin sinalizou aos enviados americanos disposição para discutir uma desescalada no inverno do hemisfério norte, o que poderia incluir a interrupção de ataques contra setores estratégicos. Entre os temas mencionados estão energia, grãos, eletricidade, petróleo e gás.

Witkoff e Kushner se reuniram com Putin no sábado, em Moscou, e foram a Kiev no domingo para conversar com Zelensky. Representantes franceses, britânicos e alemães também participaram das tratativas. As negociações anteriores haviam parado, sobretudo por divergências sobre os territórios do leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada pela Rússia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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