Os Estados Unidos incluíram países da América Latina, além de China, Canadá e outras nações, em uma relação de principais pontos de trânsito ou produtores ilícitos de drogas para o ano fiscal de 2027. A lista foi determinada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 16.
Afeganistão, Bolívia, Mianmar, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Venezuela aparecem no documento. A inclusão, porém, não significa necessariamente que os governos desses países tenham falhado no combate às drogas. O critério também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que podem facilitar a produção ou o trânsito de entorpecentes, mesmo quando existem medidas de controle em vigor.
Trump afirmou que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia não cumpriram de forma demonstrável suas obrigações internacionais de combate às drogas nos últimos 12 meses. A determinação também pediu ações mais rigorosas do Canadá e do México.
Para o governo canadense, a orientação é desmantelar laboratórios clandestinos e reforçar a segurança da cadeia de suprimentos. O México foi instado a ampliar as inspeções em seus portos de entrada e a combater organizações narcoterroristas. A China, por sua vez, continua descrita no documento como a maior produtora mundial de químicos usados na fabricação de drogas sintéticas, como fentanil e metanfetamina.
Mudanças e cooperação
O documento presidencial afirma que mudanças políticas na América do Sul abriram novas possibilidades de cooperação. Na Venezuela, a remoção de Nicolás Maduro e a colaboração com o governo interino teriam produzido avanços contra os cartéis. Na Colômbia, a nova liderança é apontada como um fator de expectativa por progressos na eliminação de redes narcoterroristas.
A Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A3C), formada por mais de uma dúzia de países do Hemisfério Ocidental, é apresentada pelos Estados Unidos como responsável por uma redução drástica dos fluxos de drogas destinados ao país e pela apreensão de bilhões de dólares em recursos ilícitos dos cartéis.
O documento também cita o Brasil e foi publicado durante a retomada de ataques de Washington contra barcos no Pacífico.


