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Autoridades turcas detêm 47 pessoas em operações contra grupos LGBTQIA+

Investigações em 15 províncias incluem associações, ativistas e empresas; governo afirma agir para proteger valores familiares.

Autoridades turcas detêm 47 pessoas em operações contra grupos LGBTQIA+
Foto: Vyacheslav Prokofyev/Sputnik via REUTERS

Autoridades turcas detiveram pelo menos 47 pessoas em operações realizadas no final de semana contra escritórios de associações LGBTQIA+. As prisões integram investigações conduzidas por promotores sob suspeitas de prostituição e obscenidade, dentro da campanha governamental intitulada "Minha Família Está Segura".

A Procuradoria-Geral de Istambul informou que atuou em 12 províncias contra 38 suspeitos. Desses, 26 foram detidos. Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, drogas, bebidas alcoólicas contrabandeadas e uma arma de fogo.

Em uma ação separada, a Procuradoria-Geral de Ancara comunicou a detenção de outras 21 pessoas em uma investigação relacionada à associação Kaos GL. Cinco suspeitos ainda eram procurados, conforme as autoridades.

Números divergentes e bloqueios

A Kaos GL apresentou uma contagem diferente e afirmou que pelo menos 50 ativistas foram detidos. Entre eles, mais de 10 teriam sido alvo de batidas policiais em suas casas.

O ministro da Justiça, Akin Gurlek, disse que as investigações coordenadas pelos promotores alcançaram 15 províncias. Os procedimentos judiciais envolvem 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas.

Além das detenções, as autoridades bloquearam o acesso a dezenas de sites e contas em redes sociais ligados a organizações, ativistas e defensores dos direitos LGBTQIA+.

O governo promove simultaneamente a chamada "Década da Família e da População", iniciativa apresentada pelo presidente Tayyip Erdogan como uma resposta à queda nas taxas de natalidade e ao envelhecimento da população. As autoridades afirmam ter provas de que crianças e jovens menores de idade estavam sendo influenciados de maneira inadequada em temas relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero.

A Associação Turca de Direitos Humanos criticou a operação e afirmou que se trata de "discriminação liderada pelo Estado, política do medo e desmantelamento da sociedade civil". Nacho Sanchez Amor, relator do Parlamento Europeu para a Turquia, classificou a onda de prisões em massa como uma "escalada chocante" e disse que a agenda moral adotada pelo governo viola direitos fundamentais e compromissos internacionais da Turquia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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