Os juros futuros subiram na manhã desta segunda-feira, 14, acompanhando a alta do dólar e refletindo a cautela dos investidores com o cenário externo e questões domésticas. No exterior, o petróleo e os rendimentos dos Treasuries avançavam. No Brasil, as pesquisas eleitorais e os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) concentravam a atenção do mercado.
O movimento deixou a curva de juros mais inclinada, com maior pressão sobre as taxas de prazos longos e relativa estabilidade nos contratos curtos. As apostas para a reunião da próxima quarta-feira (16) indicam, de forma majoritária, um corte de 25 pontos-base na Selic, para 13,75% ao ano.
Às 9h15, a taxa de depósito interfinanceiro estava em 13,595%, ante 13,585% no ajuste anterior. O contrato de DI para janeiro de 13,945% avançava em relação aos 13,843% registrados anteriormente. Já o contrato para janeiro de 2031 subia para 14,180%, contra 14,051% no ajuste de sexta-feira (11).
Na pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa para o dólar no fim de 2026 permanecia em R$ 5,20 pela 13ª semana seguida. A projeção para a Selic no fim de 2026 continuava em 13,75%, enquanto a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 recuava de 5% para 4,90%.



