NOVA YORK — Terry Strada, viúva de Tom Strada, morto nos ataques de 11 de setembro de 2001, acusou os Estados Unidos de protegerem a Arábia Saudita em vez de apoiarem as famílias das vítimas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), durante uma cerimônia em memória dos mortos, no 25º aniversário dos atentados.
Strada questionou a falta de responsabilização pelo suposto envolvimento saudita nos ataques. Em seu discurso, afirmou que as famílias conseguiram levar o caso à Justiça e acusou o reino de enviar agentes para apoiar os sequestradores.
"Como é possível que já tenham se passado 25 anos e ainda não tenhamos justiça pelo papel que a Arábia Saudita desempenhou no seu assassinato?", declarou a viúva.
Segundo Terry, sucessivos governos americanos teriam ocultado provas, se oposto à aprovação da Lei de Justiça contra Patrocinadores do Terrorismo, conhecida pela sigla Jasta, e descumprido promessas feitas aos familiares das vítimas. Ela também acusou essas administrações de escolherem a proteção dos sauditas em lugar do apoio às famílias e aos sobreviventes.
A viúva pediu ao presidente Donald Trump que pressione a Arábia Saudita a reconhecer sua suposta participação nos ataques. Ao vice-presidente JD Vance, que estava na cerimônia, solicitou solidariedade do governo americano às famílias e aos sobreviventes.
Os atentados foram executados por 19 sequestradores. Desses, 15 eram cidadãos sauditas. Quatro aviões foram tomados: dois atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York; um foi lançado contra o Pentágono; e outro caiu em um campo na Pensilvânia depois que passageiros tentaram recuperar o controle da aeronave. Quase 3 mil pessoas morreram.
O governo da Arábia Saudita nega há anos qualquer envolvimento nos ataques.


