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Política

Escala 6×1 é rejeitada por 78% dos brasileiros, mostra levantamento

Pesquisa do Instituto Locomotiva relaciona a jornada a impactos no descanso, na convivência familiar, na saúde e na qualificação profissional.

Escala 6×1 é rejeitada por 78% dos brasileiros, mostra levantamento
Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

A redução da jornada de trabalho de 6×1 para 5×2 tem o apoio de 78% dos brasileiros, conforme pesquisa nacional do Instituto Locomotiva. A mudança substituiria o regime de 44 horas semanais por outro de 40 horas, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. O percentual equivale a cerca de 128 milhões de pessoas, segundo o levantamento.

A pesquisa foi divulgada enquanto o Congresso Nacional debate propostas para alterar as regras da jornada de trabalho e encerrar o modelo em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos e tem apenas uma folga. A discussão envolve tanto a quantidade de horas trabalhadas quanto a distribuição dos períodos de descanso ao longo da semana.

Tempo fora do trabalho

Entre os trabalhadores submetidos à escala 6×1, 69% afirmam que o convívio com a família é o aspecto mais prejudicado. O sono é citado por 61%, enquanto 67% relatam piora na saúde mental. Outros 62% identificam problemas físicos associados à jornada, e 63% dizem que o regime afeta negativamente a vida de maneira geral.

Para 72% dos entrevistados, a escala prejudica o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Também são 78% os que concordam que quem trabalha nesse regime passa a ter menos tempo para a família e os amigos. A concentração de tarefas em um único dia de folga inclui descanso, cuidados domésticos, compromissos pessoais e convivência com outras pessoas.

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, afirmou que “o problema não aparece primeiro no salário. Aparece no tamanho da vida que sobra depois do trabalho”. Na avaliação dele, os dados colocam o tempo, o descanso, a saúde e a convivência familiar no centro da discussão sobre uma rotina digna.

A falta de tempo também aparece na formação profissional. Segundo a pesquisa, 47% das pessoas que trabalham na escala 6×1 dizem que o regime atrapalha os estudos e a qualificação.

Produtividade e custos

O levantamento indica que 74% dos brasileiros concordam que a tecnologia aumentou a produtividade, mas avaliam que esse ganho melhorou o lucro das empresas, sem melhorar a vida de quem trabalha. Entre os eleitores de direita, o índice é de 64%. Além disso, 70% consideram que, se a produtividade aumentou, o trabalhador deveria trabalhar menos.

A possibilidade de repasse dos custos também foi incluída na pesquisa. Apenas 48% acreditam que a redução da jornada de 6×1 para 5×2 fará com que os empresários transfiram os custos trabalhistas para a população.

O apoio à mudança chega a 86% entre integrantes da geração Z e a 83% entre as mulheres. O levantamento também registra adesão de 96% entre eleitores que se dizem de direita.

Os resultados reforçam o debate sobre a substituição do modelo atual. A proposta defendida pelo governo pretende modificar a organização da jornada em setores que utilizam a escala 6×1, enquanto o Congresso Nacional discute as alterações nas regras de trabalho e descanso semanal.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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