A proposta de Augusto Cury para o sistema político brasileiro prevê que o presidente concentre sua atuação em temas estratégicos, especialmente na política externa, enquanto um primeiro-ministro ficaria responsável pela gestão econômica. O candidato à Presidência pelo Avante apresentou a ideia após uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Cury defendeu que a discussão sobre a mudança comece no Congresso já na primeira semana de um eventual governo. Para ele, o presidencialismo reúne decisões em presidentes que nem sempre têm experiência nos setores sobre os quais precisam decidir.
“Um presidente que nunca plantou uma horta quer definir o futuro da agricultura”, afirmou. O candidato também questionou a capacidade de presidentes para estabelecer os rumos do comércio e da indústria quando não colocaram o próprio dinheiro em risco nessas áreas.
Críticas ao modelo atual
Na avaliação de Cury, o presidencialismo contribui para problemas de desenvolvimento na América Latina e se aproxima de práticas que podem prolongar a permanência no poder. Ele disse que o sistema flerta com populismo, autoritarismo e autopreservação política.
O primeiro-ministro imaginado pelo candidato teria um perfil voltado à economia, com defesa de meritocracia, Estado enxuto, impostos baixos e estímulo ao empreendedorismo, combinado a uma dimensão social. Já o presidente manteria uma função estratégica e a condução das relações exteriores.
Cury afirmou que a alteração permitiria ao país entrar no que chamou de uma “era moderna”.


