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Política

Declarações apontam alta patrimonial de quatro secretários de Tarcísio

Marcos da Costa, Laís Vita, Marcelo Branco e Guilherme Derrite aparecem com aumentos superiores a 100%, mas contestam os dados publicados.

Declarações mostram que secretários de Tarcísio dobraram patrimônio
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Quatro dos 25 secretários estaduais do governo de Tarcísio de Freitas aparecem com aumento patrimonial superior a 100% na comparação entre declarações de bens publicadas em 2023 e 2025. Os dados mais recentes foram divulgados nesta sexta-feira (22/8) e correspondem ao exercício de 2024, com ano-base de 2023.

A declaração divulgada em 2023, no início da atual gestão, tinha como ano-base 2021. A exigência de publicação anual dos bens das autoridades está prevista em lei. As declarações de Tarcísio e do vice-governador, Felício Ramuth, ainda não foram disponibilizadas. O governo afirma que publicará apenas a declaração de entrada dos dois na gestão, em 2023.

Na comparação apresentada, o maior crescimento nominal foi atribuído a Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência. O patrimônio informado passou de R$ 956 mil para R$ 6,6 milhões, uma variação de 592%, sem correção pela inflação. Laís Vita, da Comunicação, aparece em seguida, com alta de 333%, de R$ 67 mil para R$ 291 mil.

Marcelo Branco, secretário da Habitação, teve aumento indicado de 134%, de R$ 5,26 milhões para R$ 12,3 milhões. Já Guilherme Derrite, da Segurança Pública, aparece com acréscimo de 107%, de R$ 749 mil para R$ 1,55 milhão.

Contestação dos secretários

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que houve erro no valor usado como patrimônio inicial de Derrite. A pasta diz que o montante correto era de R$ 921,9 mil e que pediu a correção à Controladoria Geral do Estado. Com esse ajuste, a variação no período seria de R$ 631,2 mil. A secretaria relacionou o crescimento à renda anual bruta de R$ 908,4 mil, equivalente a cerca de R$ 69,8 mil mensais, e declarou que os valores foram informados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

A assessoria de Marcelo Branco negou evolução patrimonial no período e apresentou valores de R$ 8,97 milhões em 2022 e R$ 8,74 milhões em 2023. Segundo a equipe, erros nas publicações foram identificados e as retificações já foram solicitadas, mas ainda não haviam sido publicadas no Diário Oficial. A previsão informada era de divulgação na edição de segunda-feira (25/8).

A assessoria de Marcos da Costa também contestou a comparação. Afirmou que os dados usados seriam anteriores à posse dele e que, durante sua permanência na secretaria, o patrimônio teria diminuído.

A Secretaria de Comunicação classificou a análise como equivocada e sem contexto. A pasta argumentou que a comparação recua a 2021, antes do início da gestão, e pode incluir efeitos de financiamentos quitados, dissolução de sociedades e compra ou venda de imóveis e outros bens. Também afirmou que os patrimônios dos secretários estão informados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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