O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu a autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos que o governo americano aplique a Lei Magnitsky contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. O instrumento permite impor sanções a estrangeiros acusados de violar direitos humanos ou de corrupção.
A solicitação faz parte da atuação de Eduardo junto ao governo americano para defender medidas contra o Brasil e integrantes do STF. Ele também tem pedido que Washington imponha tarifas ao país e sanções a Moraes e a outros ministros considerados alinhados a ele.
Antes do encontro, Eduardo afirmou que o pedido não tem como objetivo interferir na eleição presidencial. “Isso aqui não é um trabalho eleitoral”, disse. Segundo ele, a atuação começou quando ainda era deputado no Brasil, por meio da chamada diplomacia legislativa, e continuou depois de sua mudança para os Estados Unidos.
Eduardo deixou o Brasil e foi morar nos Estados Unidos em setembro de 2025, após ser acusado de atrapalhar a investigação sobre a trama golpista. Depois, perdeu o mandato de deputado e foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Apesar de negar finalidade eleitoral, o ex-deputado relacionou eventuais sanções ao resultado da disputa presidencial. Ele afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas contra ministros do STF caso o Tribunal Superior Eleitoral não reconhecesse uma eventual vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL).
“Se eles [ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os Estados Unidos podem perfeitamente não reconhecer as eleições brasileiras e também sancionar individualmente esses ministros”, declarou.
Em outra declaração antes da reunião, Eduardo mencionou a reação ao que chamou de falta de julgamento e criticou a defesa de Alexandre de Moraes. Ele disse que o episódio provocou revolta, mas defendeu que não era o momento de levar a reação às ruas.



