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Política

El Niño pode elevar risco de enchentes no RS durante posse do próximo governo

Boletim federal prevê condições de El Niño muito forte entre a primavera e o verão e alerta para mais chuva no estado.

El Niño pode elevar risco de enchentes no RS durante posse do próximo governo

O primeiro boletim conjunto sobre o El Niño de 2026 prevê que o fenômeno continuará ativo até pelo menos o início de 2027, período que coincide com a posse do próximo governo do Rio Grande do Sul, marcada para 1º de janeiro de 2027. O relatório foi produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Serviço Geológico do Brasil e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O documento foi divulgado em 29 de junho.

Em junho deste ano, o Pacífico Equatorial registrou temperaturas compatíveis com o El Niño, incluindo uma faixa extensa de águas aquecidas e anomalias superiores a 2 graus Celsius perto da costa da América do Sul. A probabilidade de continuidade do fenômeno até o começo de 2027 é superior a 90%. Os órgãos também apontam possibilidade elevada de uma classificação muito forte entre a primavera e o verão, quando as anomalias ultrapassam 2 graus.

Para o Rio Grande do Sul, as projeções indicam chuva acima da média e maior risco de enchentes, cheias de rios e deslizamentos. Uma nota técnica do Inmet relaciona os eventos extremos de abril e maio de 2024 à fase final de um El Niño forte, mas ressalta que o fenômeno não foi o único fator. Também contribuíram o aquecimento incomum do Atlântico Tropical Sul e um bloqueio atmosférico no Pacífico Sul.

Estruturas e planos para o próximo ciclo

Em Porto Alegre, a prefeitura informou investimentos de R$ 2,3 bilhões em proteção contra cheias e drenagem urbana. O sistema passou por intervenções depois de 2024, mas avaliações técnicas indicam que ainda há pontos vulneráveis, especialmente na zona norte e em áreas próximas à rodovia Freeway. Cerca de 500 famílias do bairro Sarandi permaneciam em zona de inundação no período analisado. Uma auditoria também identificou limitações na estrutura responsável pelo planejamento de drenagem e proteção contra cheias, que contava com apenas dois funcionários.

Os planos das candidaturas apresentam respostas diferentes. Juliana Brizola e Edegar Pretto propõem alertas antecipados, reforço técnico da Defesa Civil, apoio aos 497 municípios na elaboração de planos de contingência e evacuação, brigadas comunitárias e acesso público a dados meteorológicos. O programa também prevê reassentamento de famílias em áreas sujeitas a inundações e deslizamentos.

Gabriel Souza e Ernani Polo colocam a Resiliência Climática entre os quatro eixos do programa e defendem uma Defesa Civil permanente, integrada e regionalizada, além da ampliação do monitoramento, dos alertas e das obras de proteção contra cheias. O documento prevê ainda um Plano Estadual de Segurança Hídrica, com investimentos em reservação e armazenamento.

O financiamento permanece como uma restrição para a continuidade das obras. O Fundo do Plano Rio Grande recebeu R$ 6,2 bilhões entre junho de 2024 e dezembro de 2025. As parcelas da dívida estadual com a União, suspensas após a catástrofe, voltam a ser pagas a partir de junho de 2027. Em 31 de dezembro de 2025, o saldo devedor era de R$ 106,54 bilhões. Uma candidatura propõe prorrogar o fundo por mais três anos; outra defende a adesão a um programa federal de renegociação, com economia anual estimada em cerca de R$ 600 milhões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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