A divulgação das investigações sobre o Banco Master e as fraudes em benefícios do INSS divide os eleitores. Pesquisa Meio/Ideia mostra que 32,7% defendem manter os casos em sigilo até depois da eleição, para evitar influência sobre o voto.
Outros 30,8% preferem preservar o segredo até o fim das apurações, sob o argumento de que não se deve acusar ninguém sem provas. Para 24%, os resultados das investigações deveriam ser públicos antes do pleito, permitindo ao eleitor votar com conhecimento dos casos. Não sabem ou não responderam 12,5%.
Mensagens envolvendo Alexandre de Moraes
O levantamento também perguntou sobre as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Para 40,5%, o episódio representa um problema tanto para o ministro quanto para a Corte. Outros 30% consideram que a questão envolve apenas o Supremo, enquanto 18,2% a veem como uma situação particular de Moraes. A parcela que não sabe ou não respondeu foi de 11,3%.
A pesquisa ainda avaliou possíveis efeitos eleitorais dos casos chamados Dark Horse e Lulinha. No primeiro, parte do orçamento de um filme foi bancada por Vorcaro, enquanto o senador Flávio Bolsonaro cobrou repasses em dinheiro. Para 47,9% dos entrevistados, essa relação reduz a chance de votar no senador na eleição presidencial. Outros 32,2% afirmam que o episódio não altera sua opinião, e 9,3% dizem que aumenta a possibilidade de voto nele. Não sabem ou não responderam 10,7%.
Entre os simpatizantes de Luiz Inácio Lula da Silva, o resultado sobre o caso Lulinha é diferente. Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, é citado em investigações sobre fraudes no INSS. Para 39,9%, o caso aumenta a chance de votar em Lula para um quarto mandato no Palácio do Planalto. Outros 26,1% não mudariam de opinião, enquanto 24,5% afirmam que a possibilidade de voto diminui. Não sabem ou não responderam 9,5%.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07935/2026-Brasil, a pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro. O nível de confiança estimado é de 95%, e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.


