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Política

Evangélicos progressistas lançam jingle para ampliar apoio a Lula

Frente ligada a fiéis progressistas aposta em músicas, panfletos e diálogo nas ruas para reduzir a rejeição ao presidente entre evangélicos.

Evangélicos progressistas lançam jingle para ampliar apoio a Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Grupos de evangélicos progressistas lançaram um jingle em ritmo de “brega gospel” para tentar ampliar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os fiéis. A música defende que votar no petista não configura pecado e integra uma mobilização da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que apoia a reeleição de Lula já no primeiro turno.

O refrão afirma: “Crente pode sim em Lula votar. Ele pode sim, não é pecado não”. A canção começou a circular nas redes na quinta (17), enquanto a articulação da campanha já vinha sendo planejada antes do encontro de Lula e da primeira-dama Janja com representantes evangélicos do Brasil e dos Estados Unidos, realizado na quarta (16), no Palácio do Planalto.

Nilza Valéria, coordenadora da frente e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social da Presidência, o Conselhão, participou da reunião. Ela afirma que a estratégia usa linguagem acessível a diferentes grupos evangélicos e combina panfletos, músicas e conversas nas ruas de cidades de todas as regiões.

O objetivo, segundo Nilza, é diminuir a rejeição ao presidente e associar as ações sociais do governo à mensagem do Evangelho. A atuação política, porém, deve ocorrer fora dos templos. “Quando a gente chega na rua, fazemos diálogo e disputamos esse voto”, disse a coordenadora, ao descrever conversas com eleitores que não pretendem votar em Lula.

A frente foi criada em 2016 e, nas últimas eleições, não havia formalizado apoio ao petista no primeiro turno. A iniciativa atual ocorre em um cenário de vantagem de Flávio Bolsonaro entre os eleitores evangélicos. Pesquisa Quaest divulgada na segunda (14) indica que 41% desse grupo pretendem votar no filho mais velho de Jair Bolsonaro no primeiro turno, contra 24% que apoiam a reeleição de Lula.

Sem nova carta aos evangélicos

Em uma eventual segunda rodada, Flávio Bolsonaro chega a 51%, enquanto Lula alcança 28%. O levantamento também registra que há cerca de 47 milhões de evangélicos no país, conforme o último Censo.

Apesar da aproximação promovida pelo encontro, não há expectativa de uma nova “Carta aos Evangélicos”, como a lançada em 2022 com incentivo da frente de Nilza. O documento destacou medidas atribuídas a governos petistas, entre elas a criação da Marcha para Jesus, do Dia Nacional dos Evangélicos e condições para a expansão de igrejas pentecostais e neopentecostais na primeira década deste século.

Nilza avalia que existe hoje um movimento majoritário para manter a disputa política fora dos templos, depois da guinada conservadora iniciada em 2018. Na avaliação dela, o alinhamento de pastores ao bolsonarismo e os pedidos públicos de voto para candidatos de direita contribuíram para afastar a esquerda das igrejas.

Para a coordenadora, esse distanciamento alimentou a ideia preconceituosa de que o Brasil caminharia para um “Evangelistão”, definido como uma teocracia conservadora baseada na Bíblia. Ela sustenta, porém, que o avanço da religião ocorre por sua aproximação com a cultura popular e por reunir, em sua maioria, fiéis pretos, pobres e mulheres, grupos historicamente inclinados a Lula.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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