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Política

Fachin pede serenidade ao STF antes de decisão sobre investigação de Moraes

Presidente do Supremo afirmou que a Corte atravessa um período difícil e deve preservar sua missão institucional para o futuro.

Fachin pede serenidade ao STF antes de decisão sobre investigação de Moraes
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional aos ministros antes da análise sobre uma possível investigação contra Alexandre de Moraes. A sessão foi aberta nesta terça-feira (15), em um momento que Fachin classificou como difícil para a Corte.

O plenário avalia se Moraes deve ser investigado com base em um relatório da Polícia Federal. O documento aponta uma troca de mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do banco Master.

O discurso de Fachin

Fachin afirmou que os ministros precisam considerar o direito acima de afinidades pessoais e evitar que divergências jurídicas se transformem em conflitos entre integrantes do Supremo. “A divergência é legítima, o confronto pessoal não”, declarou.

O presidente também sustentou que as decisões devem ser atribuídas ao colegiado, e não a um ministro individualmente. Em sua fala, disse que a Corte não pertence aos seus integrantes, que têm o dever de preservá-la para o futuro da democracia.

Ao defender a importância institucional do Supremo, Fachin mencionou a trajetória profissional dos outros nove ministros e homenageou seus antecessores. Também citou crises anteriores enfrentadas pela instituição, entre elas o golpe militar de 1964 e os atos de 8 de janeiro de 2023.

O ministro afirmou que o tribunal recebeu uma instituição que atravessou crises, autoritarismos, ameaças e incompreensões. Para ele, os integrantes atuais não podem permitir que as próximas gerações recebam um Supremo menor do que aquele que encontraram.

Fachin ainda disse que a Corte vive outro período difícil de sua história, que precisa ser enfrentado com sensatez e decoro. Ao abrir a sessão, afirmou que “não é um dia comum” e que a história olhará para o momento. A análise do caso ocorre em meio a confrontos pessoais entre magistrados, mencionados pelo presidente do STF em referência às trocas de críticas registradas nos últimos dias.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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