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Política

Lula defende investigação de Moraes em caso de suspeita

Em entrevista, o presidente afirmou que autoridades e cidadãos comuns devem ser investigados para preservar a credibilidade do Judiciário.

Lula defende investigação de Moraes em caso de suspeita
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser investigado caso exista suspeita de irregularidade. Para Lula, nenhuma autoridade ou função pública pode ficar fora do alcance das apurações.

A declaração foi dada durante entrevista ao SBT Brasil, em sabatina que reúne os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Lula defendeu que as investigações alcancem desde o presidente da Suprema Corte e o presidente da República até cidadãos comuns e empresários.

“Todo mundo tem que ser investigado”, disse o presidente. Segundo ele, a atuação sem distinções seria necessária para preservar a credibilidade do Poder Judiciário.

Crise no Supremo

A manifestação ocorre em meio a uma crise interna no STF após a divulgação de mensagens atribuídas a Moraes e trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. As conversas vieram a público depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um processo com informações extraídas do celular de Vorcaro. O material incluía mensagens enviadas a um contato identificado como “Alexandre de Moraes Brasília”.

Mendonça encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR) e defendeu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também citado nas mensagens, pediu a anulação do documento e questionou a condução do procedimento.

Depois, veio a público que Mendonça havia se encontrado com Vorcaro em março de 2025. O ministro confirmou o encontro, realizado no Instituto Iter, entidade fundada por ele, mas afirmou manter isenção nas investigações.

Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Mendonça passou a questionar a atuação da Polícia Federal e declarou ter sido monitorado ilegalmente pela corporação.

Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino suspendeu as medidas. O presidente do STF, Edson Fachin, depois suspendeu as decisões conflitantes, manteve os dirigentes nos cargos e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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