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Política

Flávio Bolsonaro acusa Lula de ameaçar liberdade religiosa

Candidato do PL criticou declarações do presidente sobre o celibato e a participação de mulheres na Igreja Católica.

Flávio Bolsonaro acusa Lula de ameaçar liberdade religiosa

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de representar uma ameaça à liberdade religiosa. A declaração foi feita em um comício no município catarinense, neste sábado, 19, após comentários de Lula sobre a organização da Igreja Católica.

Flávio, que é evangélico, afirmou que um presidente não deve interferir na forma como uma igreja conduz sua vida interna. Ele disse respeitar todas as religiões e declarou que, caso seja eleito, não haverá esse tipo de ameaça. Também afirmou que, com sua chegada ao governo, o Brasil será entregue “nas mãos do Senhor Jesus”.

As críticas foram dirigidas a falas feitas por Lula na quarta-feira, 16, durante um encontro no Palácio do Planalto com pastores evangélicos brasileiros e estadunidenses. Na ocasião, o presidente elogiou o espaço dado às mulheres nas igrejas evangélicas e defendeu que situação semelhante ocorresse na Igreja Católica. Lula também criticou o celibato.

“Eu já tive a oportunidade de falar para o Papa Francisco: enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos”, disse Lula durante o encontro. O presidente acrescentou que considera a participação feminina uma vantagem das igrejas evangélicas e relacionou esse aspecto ao crescimento dessas instituições no Brasil.

No comício, Flávio também associou Lula a riscos para o agronegócio e para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. Em seguida, afirmou que um político que pretende dizer como uma igreja deve agir coloca em risco a liberdade religiosa. “Eu respeito todas as religiões. Comigo não vai ter esse tipo de ameaça”, declarou.

Reação na Câmara

As declarações de Lula também provocaram uma manifestação da Frente Parlamentar Católica Apostólica Romana da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE). Em nota divulgada na sexta-feira, 18, o grupo afirmou que o Estado brasileiro é laico e deve garantir a liberdade religiosa e o respeito às diferentes confissões.

A frente parlamentar reconheceu a possibilidade de diálogo entre autoridades públicas e religiões, mas defendeu que esse contato preserve a identidade, a doutrina e a autonomia de cada tradição religiosa, sem indicar como elas devem organizar sua vida interna.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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