Fernando Haddad afirmou que Daniel Vorcaro deixaria a prisão caso Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente. A declaração foi feita durante uma sabatina na rádio Nova Brasil FM, nesta terça-feira (8), em meio a críticas do candidato do PT ao governo de São Paulo à relação entre o Banco Master e o grupo político ligado ao senador.
Vorcaro está preso preventivamente no Complexo da Papudinha, em Brasília, desde março deste ano. Ele havia sido detido pela primeira vez em novembro de 2025, em uma operação da Polícia Federal que investiga o Banco Master.
Ao comentar uma possível negociação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, Haddad mencionou R$ 40 bilhões mantidos fora do Brasil. Segundo o candidato, os recursos estariam em fundos administrados por laranjas ligados ao ex-controlador do banco. “Eles Flávio e Vorcaro vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil”, disse.
Críticas ao Banco Master
Haddad associou a trajetória do banco à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação apresentada pelo candidato, o banco se desenvolveu durante esse período e foi liquidado posteriormente, já no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro também afirmou que o Banco Master financiou as campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas em 2022, mas não as campanhas dele nem de Lula. Haddad relacionou os repasses a vínculos políticos e disse que o governo Lula liquidou o banco, enquanto a Polícia Federal prendeu Vorcaro.
Defesa de Lula
Durante a sabatina, Haddad defendeu Lula ao comparar sua atuação institucional com a de Jair Bolsonaro. Disse que o presidente mantém relações institucionais com as principais lideranças públicas do país, mas não interfere para proteger familiares, ministros ou parlamentares.
Para Haddad, essa postura significa permitir que a Polícia Federal e o Ministério Público atuem. Ele também acusou Bolsonaro de ter trocado o ministro da Justiça para proteger Flávio.


