A notícia e o que está por trás
Política

Investigações sobre Banco Master pressionam campanha de Flávio Bolsonaro

Cientista política Mayra Goulart afirma que denúncias de corrupção têm impacto diferente entre eleitores de Lula e de Bolsonaro.

As investigações sobre o Banco Master aumentam a pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao aprofundarem as relações do candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro. As apurações indicam que Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, intermediou remessas de dinheiro de Vorcaro destinadas à realização da cinebiografia “Dark Horse”.

A cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avalia que os escândalos são recebidos de maneira diferente pelos grupos que disputam a eleição. Para ela, a exposição de informações sobre as investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, teve efeito político distinto das movimentações recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a Flávio e Vorcaro.

Goulart afirma que as informações sobre o caso ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram divulgadas gradualmente, mantendo por mais tempo uma associação negativa entre Lula ou seu governo e as suspeitas investigadas. Segundo ela, esse processo representou um desafio para a campanha do presidente e afetou a avaliação positiva do governo, que vinha em queda.

Na análise da professora, a percepção de honestidade não é o principal fator que orienta o voto em Flávio Bolsonaro. Ela cita episódios anteriores associados ao político, como suspeitas de rachadinha no Rio de Janeiro, movimentações de dinheiro vivo e a compra de uma mansão milionária em Brasília. Ainda assim, esses episódios não teriam impedido a transferência para Flávio de votos antes destinados a Jair Bolsonaro, que está preso.

“O principal determinante do voto em Flávio Bolsonaro não é a percepção de que ele é um cara honesto”, afirma Goulart. Para a cientista política, o antipetismo pesa mais do que uma avaliação positiva do candidato e ajuda a explicar por que denúncias de corrupção têm impacto menor sobre a família Bolsonaro.

A eleição, na avaliação dela, será definida na reta final por eleitores que ainda não escolheram nenhum dos polos. Esse grupo estaria afastado da política, sem acompanhar as informações ou se envolver com a campanha eleitoral.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.