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Política

Na Paulista, Flávio evita citar Vorcaro e modera defesa de Trump

Ato bolsonarista concentrou críticas em Alexandre de Moraes, enquanto bandeiras dos EUA e pedidos de intervenção estrangeira ficaram entre o público.

7 de setembro na Paulista: Flávio tenta se descolar de Vorcaro em ato com símbolos dos EUA e manifestantes pedindo intervenção de Trump

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou mencionar Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master com quem manteve relação direta, durante o ato bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista. A manifestação teve bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, cartazes em inglês, referências a Donald Trump e pedidos de intervenção estrangeira nas eleições, mas os principais discursos não fizeram cobranças públicas ao presidente americano.

Flávio também não citou o Banco Master. Nos últimos meses, foram reveladas mensagens em que ele chamava Vorcaro de irmãozão enquanto pedia dinheiro ao banqueiro. No palanque, concentrou sua fala em Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou: “Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar”.

O candidato disse que, se for eleito, indicará ao Supremo ministros contrários ao aborto, às drogas e ao que chamou de ideologia de gênero nas escolas. Também comparou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado a uma segunda facada, em referência ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha de 2018. Sem apresentar provas, acusou adversários de planejar interferência nas eleições.

Críticas a Moraes e disputa pelo Senado

As relações de Moraes com Vorcaro foram usadas por participantes do ato para defender o afastamento ou o impeachment do ministro. O tema apareceu associado à defesa de uma maioria de direita no Senado, Casa responsável constitucionalmente por processar eventuais pedidos de impeachment de integrantes do Supremo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou um tom menos agressivo, mas também pediu reação do Senado. “O que cabe a nós agora? O silêncio ou a reação?”, questionou. Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu “Fora Moraes”, afirmou que os bolsonaristas tirariam o que chamou de sorriso debochado do rosto do ministro e disse que o lugar dele era a cadeia. O deputado prometeu ainda um ato diante da casa de Davi Alcolumbre (União-AP) em defesa do impeachment.

Silas Malafaia chamou Moraes de ditador da toga e pediu ao presidente do STF que afastasse o ministro. Embora tenha dito que o grupo não pretendia desmoralizar a Corte, depois afirmou: “Nós temos que detonar esse cara”. Cartazes em defesa de André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro, foram vistos na avenida, e o nome dele foi aclamado pelo público.

A ofensiva contra o Banco Master não foi acompanhada de menções às relações de aliados presentes no ato com Vorcaro. Nikolas trocou mensagens com o empresário e pediu ajuda para resolver uma questão envolvendo um ativo minerário de um conhecido. Ele nega ter recebido dinheiro de Vorcaro.

Tarcísio recebeu, em 2022, R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e maior doador individual de sua candidatura ao governo de São Paulo. O governador nega favorecimento, afirma nunca ter tido contato com Vorcaro ou Zettel e diz que a acusação beira o ridículo.

Trump entre os manifestantes

A presença de símbolos americanos foi mais visível entre o público do que nos discursos. Um boneco gigante de Trump, bonés com as frases “Trump 2028” e “Make America Great Again”, placas em inglês e um manifestante vestido como Elvis Presley fizeram parte do cenário. Cartazes pediam que o presidente dos Estados Unidos acompanhasse as eleições brasileiras e defendiam sua intervenção no pleito.

A enorme bandeira americana exibida no ato bolsonarista de 7 de Setembro de 2025 não apareceu nesta manifestação. A mudança ocorreu em meio à sensibilidade eleitoral em torno da ingerência externa. Pesquisa divulgada em agosto apontou que 50% dos brasileiros consideravam possível uma interferência estrangeira nas eleições. Para 32%, isso seria um problema; 18% não viam problema.

Flávio havia agradecido publicamente a Trump quando o presidente americano anunciou, em julho de 2025, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Depois, já candidato, disse que Eduardo Bolsonaro havia errado ao agradecer pela medida, embora ele próprio tivesse feito o mesmo em uma publicação anterior.

Em julho, Flávio enviou uma manifestação formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos pedindo que uma nova tarifa de 25% contra o Brasil não fosse aplicada antes das eleições. Segundo o senador, a medida poderia ser interpretada como tentativa de influenciar a disputa.

Soberania no desfile em Brasília

Em Brasília (DF), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania nacional no centro das comemorações oficiais. Em pronunciamento na véspera, Lula afirmou que o Brasil não deveria “baixar a cabeça diante de potências estrangeiras” e declarou que o país “não será colônia de ninguém”.

O presidente relacionou soberania ao controle sobre riquezas nacionais, como terras raras, petróleo e água doce, e defendeu o uso de recursos estratégicos para desenvolver tecnologia e gerar empregos no Brasil. O desfile na Esplanada dos Ministérios adotou o lema “Soberania: a força que une o Brasil”.

A cerimônia reuniu cerca de 4 mil civis e militares e incluiu blindados, mísseis, embarcações, aeronaves, máquinas da agricultura familiar, estoques públicos de alimentos, vacinação, educação, proteção ambiental e defesa das riquezas naturais. Também houve referências ao combate à violência contra meninas e mulheres e à Copa do Mundo Feminina de 2027. Parte do público gritou pelo fim da escala 6×1, em apoio a Lula e contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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