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Política

Lula acusa governo Netanyahu de genocídio em Gaza em discurso na ONU

Presidente criticou Israel, defendeu Francesca Albanese e lamentou o fracasso dos acordos de paz entre israelenses e palestinos.

Lula acusa governo Netanyahu de genocídio em Gaza em discurso na ONU
Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Em seu décimo discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a acusar o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de praticar genocídio contra mulheres e crianças em Gaza. A fala ocorreu nesta terça-feira (22), em meio às críticas do presidente brasileiro às ações israelenses e ao fracasso dos esforços de paz iniciados na década de 1990.

Lula citou o acordo firmado em 1993 por Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, que reconhecia o direito de autogovernança da Palestina. O primeiro-ministro israelense foi assassinado dois anos depois por um judeu ortodoxo contrário à medida, interrompendo os esforços de aproximação entre israelenses e palestinos.

“Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz”, afirmou Lula. Na sequência, o presidente disse que gerações de palestinos carregarão o trauma provocado pelo genocídio que atribuiu ao governo Netanyahu.

Críticas a Israel e defesa de relatora da ONU

O presidente também diferenciou o governo israelense do Estado de Israel ao mencionar os ataques do Hamas. Lula afirmou que os civis israelenses pagaram o preço dos atos terroristas do grupo, responsável por iniciar a guerra ao sequestrar centenas de israelenses em uma ação coordenada em 7 de outubro de 2023.

Outra frente do discurso foi a crítica à postura do gabinete israelense diante das Nações Unidas. Lula defendeu Francesca Albanese, relatora especial da ONU que acompanha a situação nos territórios palestinos ocupados. Israel critica Albanese e considera distorcidos os relatórios que apontam práticas de tortura e abusos de direitos humanos em Gaza, além de avaliá-los como reforço de discurso antissemita.

“Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados”, disse Lula. Para o presidente, esse modelo é essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz.

Lula passou a ser considerado persona non grata em Israel em fevereiro de 2024, depois de comparar as operações militares israelenses em Gaza ao Holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, intensificou as referências ao conflito como genocídio. No início do ano, as Forças Armadas de Israel reconheceram que pelo menos 70 mil palestinos haviam sido mortos na guerra.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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