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Política

Lula anuncia compra de dívidas e MP para proibir apostas on-line

Presidente comparou a expansão das bets ao início do crack no país e deu prazo para apostadores retirarem saldos.

Lula anuncia compra de dívidas e MP para proibir apostas on-line

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo vai comprar dívidas contraídas por famílias brasileiras em apostas on-line. A medida deve ser viabilizada por uma nova versão do programa Desenrola, criado pela gestão petista para enfrentar o endividamento no país.

A declaração ocorreu nesta sexta-feira (25), durante o anúncio de uma medida provisória que proíbe apostas e jogos on-line no Brasil. A restrição inclui apostas esportivas e cassinos virtuais conhecidos popularmente como “Jogo do Tigrinho”.

Lula associou a expansão das bets ao início da disseminação do crack no país. Para o presidente, a possibilidade de apostar pelo celular ampliou o alcance dos jogos e levou muitas pessoas a acreditar que poderiam ganhar dinheiro com eles.

“Virou uma jogatina sem controle. Tem coisa que é estarrecedora e me lembrou o começo do crack neste país”, afirmou Lula. Ele também disse que o país levou o cassino para dentro de casa e defendeu a adoção de mecanismos de controle.

Os apostadores terão até 5 de outubro para resgatar os saldos disponíveis nos sites de apostas. A proibição foi formalizada a nove dias do primeiro turno das eleições.

Mudança no mercado regulado

A medida altera o modelo que estava em vigor desde 2025, quando começou a funcionar o mercado federal regulado de apostas de quota fixa. Nesse sistema, somente empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda podiam operar nacionalmente, usando sites com domínio “.bet.br”.

As apostas esportivas foram legalizadas em 2018. Em 2023, uma nova legislação ampliou e regulamentou o mercado, incluindo os jogos on-line.

Além da medida provisória, Lula pretende enviar ao Congresso um projeto de lei para aumentar as penas contra operadores irregulares. A proposta prevê multas e até seis anos de prisão para quem explorar ou operar jogos de forma irregular.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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