CURITIBA — O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende manter boas relações com os Estados Unidos, mas disse que Donald Trump não deve participar da disputa eleitoral brasileira. A declaração foi feita durante um comício na capital paranaense, neste sábado, 12.
Lula afirmou que já conversou com o presidente americano sobre o tema. “O Trump sabe que eu já falei para ele: não se meta na eleição do Brasil”, disse. Na sequência, declarou que o país tem “215 milhões de homens e mulheres que têm orgulho” e que qualquer interferência estrangeira enfrentaria uma reação nas urnas.
Críticas à oposição
Durante o discurso, o petista criticou a família Bolsonaro e seus apoiadores pelo uso de bandeiras dos Estados Unidos em comícios. Segundo Lula, eles teriam ido ao país pedir intervenção no Brasil. O presidente disse não querer conflito com os americanos, mas voltou a defender que não haja interferência externa.
Lula também afirmou que a eleição deve ser orientada pelo projeto de país desejado pelos eleitores, e não apenas pela escolha entre candidatos. Ele pediu que a população reflita sobre o Brasil que gostaria de ter e escolha quem considera capaz de realizar esse projeto. Na avaliação do petista, é necessário derrotar a mentira para impedir que ela volte a governar o país.
Ao falar sobre congressistas da direita e da extrema-direita, Lula disse que muitos estariam mais interessados em obter repercussão nas redes sociais do que em tratar dos problemas nacionais. Como exemplo, mencionou parlamentares que fazem perguntas a ministros no Senado ou na Câmara e deixam o local para divulgar o episódio na internet.
Disputa no Paraná
Lula pediu votos para Requião Filho (PDT), candidato apoiado pelo PT no Paraná, e fez críticas indiretas ao senador Sergio Moro (PL), que também concorre ao governo estadual. Sem citar o nome do adversário nesse trecho, chamou-o de mentiroso e afirmou que foi prejudicado por declarações relacionadas à atuação de Moro como juiz da Operação Lava-Jato.
O comício também contou com a presença da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, da candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT) e de outras lideranças regionais.



